PS vê vantagens na ligação de Portalegre à A6 em Elvas, não em Estremoz

O PS apresentou no parlamento uma proposta de resolução onde recomenda ao Governo que «alargue o âmbito do estudo prévio» da ligação de Portalegre à autoestrada A6, uma vez que podem existir «vantagens comparativas» em fazer essa ligação por Elvas, e não por Estremoz.

O documento recorda o anúncio feito pelo Governo — e noticiado pela Alentejo Ilustrado — do lançamento do concurso para a realização do estudo prévio da ligação em perfil de autoestrada entre a A23 e a A6, «prevendo a convergência sul em Estremoz».

Ora, prossegue o Grupo Parlamentar do PS, «importa refletir sobre uma análise estratégica do território e dos fluxos de mercadorias que possa ser indutora do potencial económico da região do Alto Alentejo e, em paralelo, seja o mais benéfica possível para a economia nacional».

Deste ponto de vista, a opção pela ligação no nó de acesso entre Elvas e Campo Maior, dizem os socialistas, «pode apresentar vantagens competitivas superiores» à de Estremoz. A começar pela «potenciação da plataforma logística» do Caia, «hoje um dos maiores polos logísticos» da zona de fronteira, cuja ligação direta à A23 evitaria «sobrecarregar vias secundárias ou aumentar percursos» dos veículos de mercadorias com destino ao centro e norte de Portugal e à Galiza.

Outra das vantagens apontadas pelo PS é a «sinergia» com a linha de alta velocidade. «O novo corredor ferroviário tem em Elvas um ponto nevrálgico. A intermodalidade (rodoferroviária) é potenciada se a infraestrutura rodoviária de alta capacidade convergir no mesmo nó», sustenta o documento.

Segundo os socialistas, a possibilidade de conexão com a Linha do Leste, a ligação a Badajoz, tornando este troço «uma alternativa real para o transporte internacional», e a «redução drástica nos custos de contexto e tempos de transporte» das indústrias pesadas instaladas em Campo Maior e Portalegre são outros pontos «a favor» desta solução.

Subscrita, entre outros, pelo deputado eleito por Portalegre e atual secretário-geral adjunto do partido, Luís Testa, a proposta de recomendação pretende que o Governo amplie o âmbito do estudo prévio e apresente os resultados comparativos, «garantindo a audição das autarquias locais e das associações empresariais da região».

Já no caso da convergência entre a A6 e a A23 a norte, cujo estudo anunciado pelo Governo inclui a travessia do rio Tejo com ligação a Vila Velha de Ródão, o PS sublinha que a travessia a norte de Gavião, com interseção no nó de Belver da A23, «pode ser a solução que melhor responde às necessidades». Também a travessia a jusante da barragem do Fratel, «não sendo a solução ideal, seria o compromisso entre a solução de traçado já existente no IP2 e a solução de resposta ao tráfego existente e às suas necessidades».

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