Conforme noticiado pela Alentejo Ilustrado, na terça-feira, a CIM do Baixo Alentejo manifestou o seu «total desagrado e discordância» com a reprogramação intercalar do programa operacional regional Alentejo 2030, acusando o Governo de ter tomado uma decisão «unilateral, precipitada e inoportuna».
Para Gonçalo Valente, «esta acusação é um autêntico atestado de ignorância que a CIM quer passar aos baixo-alentejanos».
Em comunicado, o deputado sublinha que «é a Autoridade de Gestão deste programa a responsável pela gestão, acompanhamento e execução do respetivo programa, a qual é composta pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo e os seus dois vogais, não é o Governo».
Segundo Gonçalo Valente, o Governo «não impôs nada, é mentira, foi a CCDR do Alentejo que decidiu reprogramar o programa operacional regional 2030, devido à falta de maturidade de projetos nestas áreas e pelo estímulo de orientações da União Europeia».
O deputado acusou ainda a CIM, «dominada pelo PS», de não ter «coragem de bater o pé às decisões da CCDR», atirando «ao Governo, porque é um alvo mais fácil politicamente».
«É uma vergonha e uma falta de seriedade atroz a CIM do Baixo Alentejo saber que esta reprogramação foi uma decisão unilateral da CCDR do Alentejo, não ter sabido negociá-la e vir agora imputar responsabilidades ao Governo quando este é totalmente alheio a ela», conclui.
Na tomada de posição divulgada terça-feira, os 13 municípios que integram a CIM consideraram que o Governo avançou «de forma unilateral e sem prévia articulação com as câmaras municipais» para «a reprogramação intercalar do programa regional de fundos europeus».
Em 28 de abril, também a CIM do Alentejo Central, que abrange os 14 municípios do distrito de Évora, se manifestou contra a proposta de reprogramação.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.













Uma resposta
Esse é valente só de nome….não passa de um lambe botas do miserável governo que Portugal têm, vai trabalhar.