«Todos nós somos testemunhas do estado de desleixo em que se encontra a cidade, pelo que consideramos que as prioridades deverão ser qualificar o espaço público, conforme aliás o próprio regulamento estabelece», refere o Partido Social Democrata (PSD) de Évora, em comunicado.
Segundo o partido, áreas como «a limpeza urbana, qualificação do espaço público, valorização do património e promoção turística surgem nas primeiras prioridades» definidas nesse documento.
«É, por isso, essencial que avance o comité de investimento previsto no artigo 11.º do regulamento, garantindo critérios claros e acompanhamento independente da aplicação das verbas», acrescenta a mesma fonte.
O PSD lembra que, desde o início, defendeu que esta receita «deveria contribuir para qualificar a cidade», reiterando que seria «fundamental ligar a taxa à qualidade de acolhimento de Évora, estabelecendo um equilíbrio de forma a que não se prejudique, mas antes potencie, o setor turístico e a marca da cidade».
O presidente da câmara anunciou também a intenção de afetar parte da receita a compromissos relacionados com a Évora 2027. De acordo com o PSD, «Évora 2027 é um projeto estratégico para a cidade e merece todo o sucesso e, precisamente por isso, importa que qualquer aplicação da taxa turística seja claramente identificada, fundamentada e enquadrada nas finalidades previstas no regulamento».
O partido diz ainda não poder «deixar de exigir que as receitas da taxa respondam a necessidades concretas e urgentes da cidade: mais limpeza, melhor espaço público, mobiliário urbano qualificado, património cuidado e melhores condições para residentes e visitantes».
«Um milhão de euros é uma receita demasiado importante para não ter uma estratégia clara e transparente», conclui o PSD, que pede explicações e garante que vai acompanhar «este processo com responsabilidade e exigência, para que a taxa turística cumpra efetivamente os fins para que foi criada».










