Em comunicado, a coligação Beja Consegue anunciou ter chegado a “um princípio de entendimento com o vereador Vítor Picado (CDU) para a sua integração, em regime de permanência, no executivo”, no mandato agora iniciado e que se prolonga até 2029.
O acordo garante “as condições de estabilidade e equilíbrio, necessárias para a governação” do concelho, afiançou a coligação liderada pelos sociais-democratas, que elegeu Nuno Palma Ferro para a presidência do município de Beja.
Nas autárquicas realizadas em 12 de outubro, a coligação Beja Consegue venceu as eleições e ‘roubou’ a câmara desta capital de distrito alentejana ao PS, mas não obteve maioria absoluta, ficando com dois eleitos, o mesmo número de vereadores do PS e da CDU – dois cada -, a que se junta ainda um eleito do Chega.
No comunicado, a coligação Beja Consegue argumentou que o entendimento alcançado com a CDU assenta no facto de a prioridade da governação ser “só uma: Beja, Beja e Beja” e acrescenta que “mais do que partidos políticos ou até ideologias, o objetivo passa por garantir um funcionamento estável da Câmara Municipal de Beja”.
Segundo a coligação, “os partidos políticos com capacidade para garantir a estabilidade política foram abordados com intenção de integrarem o executivo”, mas “os vereadores do Partido Socialista não aceitaram negociar essa condição”, enquanto os vereadores da CDU “mostraram abertura”.
Os pelouros que serão atribuídos ao vereador Vítor Picado “exigirão um alinhamento” com o presidente Nuno Palma Ferro, no sentido de garantir que o projeto da coligação vencedora das eleições “é respeitado” e que são garantidos “pontos de concordância entre todo o Executivo”.
Aludindo ao vereador do Chega, David Catita, a coligação Beja Consegue esclareceu que este eleito “mostrou também abertura para o diálogo, mas o contacto com as forças políticas que estão em posição de atribuir maior estabilidade governativa foram priorizados”.
Por seu turno, também em comunicado, a Comissão Concelhia de Beja do PCP, confirmou que, “após contactos encetados” pelo presidente do Município, foi decidido que “o vereador eleito da CDU Vitor Picado, irá assumir responsabilidades” no Executivo. Vítor Picado vai ficar com os pelouros relativos à Cultura, Turismo, Património e Mobilidade.
A concelhia de Beja do PCP afirma que esta sua decisão se insere na “orientação geral do projeto autárquico do PCP de valorização do poder local democrático e do caráter colegial e democrático que deve nortear o seu funcionamento” e garante que “decorre igualmente da prática comum do PCP de proposta de partilha de responsabilidades de gestão de pelouros com eleitos de outras forças políticas em municípios de maioria CDU ou a aceitação dessas mesmas responsabilidades quando em situações de minoria”.
“A decisão assumida pelo PCP tem como objetivo central servir os interesses da população de Beja de acordo com os compromissos e o programa eleitoral que a CDU apresentou às populações do concelho”, realçou a estrutura comunista, assegurando que este acordo, “não limita nem limitará em nenhum aspeto a total autonomia política do PCP e da CDU e o seu posicionamento independente quanto aos mais variados aspetos da gestão autárquica”.











