O jornal revela que a negociação envolveu o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, pela parte do Governo, e o próprio secretário-geral do Partido Socialista que, “discretamente”, negociaram nas últimas semanas um acordo para a presidência das cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR). Como, de resto, sucedeu há cinco anos.
Com as eleições marcadas para o próximo dia 12 de janeiro, acrescenta, o acordo prevê que o PS fique com três presidências, entre as quais a do Alentejo. As outras duas serão as das CCDR do Algarve e de Lisboa e Vale do Tejo. Já o PSD assumirá a presidência das do Centro e do Norte.
Para aqui chegar foi tido em conta o peso autárquico de cada um dos partidos: 136 câmaras municipais lideradas pelo PSD, contra 127 do PS. Feitas as contas, os dois partidos lideram, somados, 85% dos municípios.
Ainda assim, o jornal chama a atenção para o facto deste “acordo de topo” ter agora de passar pelo crivo das estruturas locais e regionais dos dois partidos, “tendo em conta a complexidade da eleição” dos presidentes das CCDR.
A marcação da data, assinala por sua vez o Público, surge depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter assinalado “o acordo dos dois maiores partidos com maior representatividade autárquica para a distribuição das presidências destas estruturas”.De acordo com o despacho do secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, publicado em Diário da República, a eleição indireta para presidentes das CCDR decorrerá no dia 12 de janeiro, em reunião de assembleia municipal, “que pode ser convocada especificamente para esse fim, em simultâneo e ininterruptamente em todas as assembleias municipais”.
No caso de se verificar um empate entre as candidaturas mais votadas, “o novo ato eleitoral terá lugar no dia 15 de janeiro de 2026, nos mesmos termos do primeiro ato eleitoral”.
O colégio eleitoral é composto por todos os presidentes e vereadores de câmara, deputados municipais e presidentes das juntas de freguesia da região.
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: Arquivo/D.R.












Uma resposta
Infelizmente o bloco central de interesses está instalado no PSD. O poder não se partilha mas conquista-se e o PS foi copiosamente derrotado nas eleições legislativas do passado dia 18 de Maio e passou muito bem a ser a terceira força política com assento na AR.