O novo equipamento, que deverá estar concluído no próximo ano, irá nascer «em pleno coração da Aldeia da Serra» e traduz-se na construção de dois edifícios que, segundo o município, vão ser «a porta de entrada para a herança cultural, natural e religiosa da região».
A autarquia adianta que a infraestrutura vai acolher uma área expositiva e interativa sobre o misticismo local e a presença dos monges eremitas da Ordem de São Paulo na serra d’Ossa, religiosos que «se dedicavam à vida contemplativa e à oração, mas que também trabalhavam a terra e criavam animais».
O centro servirá ainda de apoio ao turista que procura os passadiços e a restante envolvente natural da zona, prevendo a autarquia «proporcionar uma experiência imersiva no ecossistema serra d’Ossa», com recurso a realidade virtual e aumentada, vídeos e descrições áudio.
O espaço contará também com uma área de loja com produtos endógenos, uma cafetaria com esplanada e postos de carregamento para carros elétricos, funcionando em articulação com percursos pedestres e cicláveis já existentes no concelho de Redondo e na serra.

Ainda de acordo com a Câmara de Redondo, o projeto integra um plano global de valorização do território que envolve os cinco municípios vizinhos, sendo que o equipamento representará um «elo de ligação» entre o património cultural, o património histórico, a fauna, a flora, os vinhos e a gastronomia típica.
A autarquia pretende fixar visitantes por mais tempo na região e promover a sustentabilidade ambiental, esperando que a nova infraestrutura possa atrair novos perfis de viajantes, posicionando a serra d’Ossa como «um destino obrigatório no roteiro de quem visita o Alentejo».










