Em comunicado, a Aicep Global Parques revelou ter assinado com a empresa, no dia 15 de junho, um contrato de reserva de uma parcela de terreno na Zona 1 da ZILS, com uma área total de 131 mil metros quadrados, destinada à instalação da unidade industrial.
«A ACM dedica-se ao desenvolvimento de capacidade industrial de refinação de metais críticos, tendo como projeto inaugural a instalação de uma refinaria de antimónio na ZILS», adiantou, indicando que a entrada em operação está programada para 2030, prevendo-se a criação de cerca de 150 postos de trabalho diretos altamente qualificados e aproximadamente 300 indiretos, associados à cadeia de valor, logística, serviços e fornecedores.
Segundo a Aicep Global Parques, que não divulgou o investimento previsto, o direito de superfície a constituir terá uma duração de 30 anos, renovável, assegurando «as condições necessárias para o desenvolvimento e consolidação do investimento».
«A refinaria está dimensionada para uma capacidade anual de 10 mil toneladas de antimónio metálico, das quais 7.500 toneladas correspondem a produção primária e 2.500 toneladas resultam de processos de reciclagem», precisou.
A empresa gestora da ZILS referiu que o projeto da ACM «contempla uma área de implantação de aproximadamente cinco hectares, incluindo edifícios industriais, áreas técnicas e logísticas, zonas de estacionamento e espaços verdes». E explica que «o volume de construção estimado ascende a cerca de 80 mil metros cúbicos, com edifícios até 15 metros de altura e infraestruturas técnicas especializadas, como chaminés industriais e torre de arrefecimento».
Assinalando que a futura unidade foi desenvolvida, desde a fase de conceção, de acordo com as Melhores Técnicas Disponíveis (BAT, na sigla em inglês), a Aicep Global Parques frisou que o projeto integra «elevados padrões de desempenho ambiental e segurança».
«Estão previstos sistemas de contenção e bacias de retenção para prevenção de derrames, bem como soluções avançadas de tratamento de gases, incluindo filtros de mangas e lavadores de gases, destinados à redução significativa das emissões atmosféricas», exemplificou.
De acordo com a empresa gestora da ZILS, o processo industrial prevê ainda a valorização do dióxido de enxofre através da sua conversão em sulfato ou ácido sulfúrico, evitando emissões livres de enxofre para a atmosfera, sendo igualmente implementados «sistemas de captura, estabilização e tratamento de impurezas perigosas, nomeadamente arsénio, assegurando a sua gestão por operadores licenciados ou a sua inertização em matrizes seguras».
Entre outras ações previstas, a futura refinaria vai dispor de uma Estação de Tratamento de Águas Residuais Industriais (ETARI) própria, que utilizará «processos de precipitação de metais pesados, neutralização e clarificação, antes da respetiva descarga em conformidade com as licenças ambientais».
Segundo a Aicep, o antimónio, que integra a lista de matérias-primas críticas da União Europeia, é um metal considerado essencial para setores como a energia, indústria tecnológica, semicondutores, mobilidade e defesa.
Atualmente, a sua produção e refinação encontram-se «fortemente concentradas em poucos mercados» e as restrições à exportação introduzidas nos últimos anos evidenciaram a vulnerabilidade das cadeias de abastecimento europeias, provocando tensões nos mercados e o aumento dos preços.










