O balanço foi divulgado a propósito da confirmação de quatro novos casos. Segundo o SES, «trata-se de três homens e uma mulher de 12, 15, 36 e 45 anos, das localidades de Don Benito, Santa Amalia e Zorita, pertencentes às áreas de saúde de Don Benito-Villanueva de la Serena e de Cáceres». Apenas um exigiu internamento.
A direção do SES apelou aos diversos serviços de saúde «para que se mantenham em situação de vigilância perante qualquer suspeita de casos de clínica compatível». O objetivo, explica, é manter «uma atitude de alerta face a possíveis casos, que permitirá aumentar a capacidade de diagnóstico», ainda que o número real de contágios seja substancialmente superior ao contabilizado.
Cada vez mais presente na Europa por força das alterações climáticas e do aumento da temperatura, o vírus foi identificado pela primeira vez em 1937, numa mulher infetada no Uganda. «Com temperaturas elevadas, os mosquitos reproduzem-se mais rapidamente. Com maior população de mosquitos, o potencial epidémico do vírus é maior», resume Jan Semenza, do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, citado pela BBC.
Cerca de 80% das pessoas infetadas não apresentam sintomas. Nas restantes, a doença manifesta-se por febre, dores de cabeça, cansaço, dores no corpo, náuseas e vómitos, podendo surgir ainda erupções cutâneas no tronco e inflamação dos gânglios linfáticos.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma em cada 150 pessoas infetadas desenvolve uma forma grave da infeção, que atinge o sistema nervoso e pode provocar tremores, convulsões, paralisias e coma. Estes quadros ocorrem em qualquer idade, mas o risco é maior a partir dos 50 anos e entre pessoas com o sistema imunitário debilitado, como doentes transplantados.
As autoridades regionais da Extremadura implementaram um plano de vigilância de vetores, que inclui o mosquito Culex, transmissor do vírus da febre do Nilo Ocidental. O sistema conta com «10 armadilhas fixas, oito em Don Benito e duas em Cáceres, e uma móvel», operacionais desde meados de julho «até finais de outubro, consoante a evolução da campanha para detetar a presença de mosquito infetado e de vírus circulante».
O SES aconselha ainda a população a «manter em boas condições as piscinas, tanques ou charcas» e a «procurar esvaziar e evitar que contenham água objetos como pratos debaixo de vasos, jarros, baldes, brinquedos, pratos de animais domésticos e pneus, entre outros».
Este organismo sugere ainda o recurso a «repelentes e inseticidas», além da «instalação de redes mosquiteiras em portas e janelas».










