Reguengos exige ao Governo reforço imediato da segurança pública

A Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz aprovou uma moção em que exige ao Governo medidas urgentes para travar a escalada de violência e insegurança que se tem feito sentir no concelho. 

O documento, apresentado pelo Executivo social-democrata liderado por Marta Prates, surge na sequência de um grave episódio ocorrido na noite de 27 de agosto, quando um estabelecimento comercial no centro da cidade foi parcialmente destruído e várias pessoas ficaram feridas.

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Na moção, o Município sublinha que este não foi um caso isolado. Segundo o texto, “têm-se registado outros episódios de instabilidade, confrontos, vandalismo e distúrbios em espaços públicos e estabelecimentos privados, o que tem criado na população a perceção de um clima crescente de insegurança”. Segundo a moção, a acumulação destes episódios está a prejudicar a vida social, a atividade económica e a confiança dos cidadãos nas instituições.

Apesar da escassez de meios, a autarquia reconhece o papel da Guarda Nacional Republicana, afirmando que a GNR tem desempenhado “um trabalho meritório e profissional, com sentido de dever e compromisso com a ordem pública — razão pela qual é ainda mais urgente garantir o seu reforço operacional”.

A moção define como prioridade o “reforço urgente e sustentado do número de efetivos da GNR no concelho de Reguengos de Monsaraz, com especial enfoque na presença no terreno, policiamento de proximidade e capacidade de resposta imediata”.

O Município pede também a “instalação de um sistema de videovigilância, com cobertura em zonas urbanas e comerciais sensíveis, tecnicamente fundamentado e em articulação com as autoridades competentes”, e a “avaliação da viabilidade da criação de uma polícia municipal, como solução para reforço da autoridade local, da fiscalização municipal e da capacidade preventiva no território”.

Outra das prioridades é o reforço dos “programas de policiamento de proximidade em meio escolar e social, com especial atenção à juventude e idosos em situação de vulnerabilidade e às zonas mais afetadas por episódios de instabilidade”.

A Câmara Municipal afirma ainda que “a segurança será sempre uma prioridade transversal e permanente da governação local, com políticas sustentadas e coerentes, garantindo estabilidade, continuidade e proteção efetiva das populações”.

O documento será enviado à ministra da Administração Interna, ao Comando-Geral da GNR, ao Comando Territorial de Évora, ao Comando Local de Reguengos de Monsaraz, à Assembleia Municipal e às Juntas de Freguesia.

Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: Arquivo/D.R.

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