Segundo o MP, na sequência da detenção em flagrante delito efetuada pela GNR, o homem de nacionalidade portuguesa foi apresentado a primeiro interrogatório judicial, indiciado pela prática de quatro crimes de violência doméstica agravada contra a companheira, de 35 anos, e os três filhos em comum, com 14, 11 e seis anos, respetivamente, e, bem assim, de um crime de resistência e coação sobre funcionário e de detenção de arma proibida. As vítimas são também de nacionalidade portuguesa.
De acordo com o MP, encontra-se «fortemente indiciado» que, desde o início do relacionamento amoroso, em 2011/2012, até à data da sua detenção, o arguido manteve, «de modo reiterado e com enorme intensidade», maus-tratos psicológicos e físicos à mulher, praticando-os na presença dos filhos menores, «tal como sucedeu no dia da sua detenção», a 29 de julho, inclusive com «ameaças de morte constantes».
Conforme noticiado pela Alentejo Ilustrado, o arguido detinha ainda consigo, em casa, uma arma de fogo, e na sua viatura, um bastão extensível e um taco de basebol, indica o Ministério Público.
Realizado o interrogatório e verificados os «perigos de perturbação do inquérito e de continuação da atividade criminosa», o MP promoveu a aplicação da medida de coação de prisão preventiva, de proibição de contactos e ainda de suspensão do exercício das responsabilidades parentais, «o que mereceu a concordância judicial», à exceção desta última medida.
O Ministério Público esclarece que irá analisar a decisão, tendo em vista a eventual interposição de recurso quanto à não aplicação da medida de suspensão do exercício das responsabilidades parentais.
As investigações prosseguem sob a direção do Ministério Público (Secção de Reguengos de Monsaraz), com a coadjuvação da GNR.










