Repsol investe 820 milhões em duas novas fábricas de polímeros em Sines

As duas novas fábricas de polímeros da Repsol em Sines, um investimento de 820 milhões de euros que já criou 100 postos de trabalho permanentes, deverão entrar em operação no final deste ano.

As unidades, que integram o projeto Alba, recebem esta quarta-feira, 2 de setembro, a autorização formal para começarem a laborar. O Título Digital de Exploração Industrial permite «o exercício da atividade industrial» e confirma que «as novas unidades reúnem as condições necessárias para avançar para a fase de entrada em operação», explicou a Repsol.

O documento será entregue pelo ministro da Economia e pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro, numa cerimónia marcada para as 11h00, no Complexo Industrial da Repsol, em Sines.

As duas fábricas destinam-se à produção de polipropileno e de polietileno linear de baixa densidade, com uma capacidade instalada de 300 mil toneladas anuais cada uma. Segundo a Repsol, os produtos «serão 100% recicláveis e podem ser utilizados em aplicações altamente especializadas, alinhadas com a transição energética nas indústrias farmacêutica, automóvel, agroalimentar, entre outras».

Para assegurar o funcionamento das novas unidades, a empresa «já criou 100 postos de trabalho diretos permanentes e cerca de 300 indiretos», contribuindo, sublinha, para a «criação de emprego qualificado» e reforçando «o impacto económico e social» na região de Sines. Durante a fase de construção, o projeto Alba «teve períodos em que atingiu 1.300 trabalhadores».

O investimento fica bastante acima do inicialmente contratualizado. Em outubro de 2021, o Governo e a Repsol Polímeros assinaram um contrato de investimento de 657 milhões de euros, com incentivos fiscais até 63 milhões de euros, para a construção das duas unidades. Questionada sobre o valor final, a empresa indicou que o projeto «representa um investimento de 820 milhões de euros, aplicado na construção» das fábricas.

Uma estimativa feita na altura pela AICEP Global Parques, entidade gestora da Zona Industrial e Logística de Sines, apontava para um impacto na ordem dos mil milhões de euros por ano, através da substituição de importações, de novas exportações e de novas potencialidades para a indústria transformadora portuguesa.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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