Segundo a empresa, o produto resulta da fração orgânica dos resíduos urbanos recolhidos, cerca de 95%, com adição de até 5% de resíduos verdes de jardim, através de um processo de compostagem controlado, um «composto maturado, estável e seguro, já utilizado com sucesso por dezenas de agricultores e produtores da região».
A Resialentejo refere que o CompostoAlentejo «melhora as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo», aumentando a sua capacidade de conter naturalmente os agentes patogénicos que atacam as raízes das planta e «reduzindo a necessidade de fertilizantes químicos».
Acrescenta que «o azoto presente no composto está sobretudo em forma orgânica, o que permite uma libertação lenta para o solo e um melhor aproveitamento pelas culturas».
Ainda de acordo com a mesma fonte, rico em matéria orgânica, com mais de 40% na sua composição, e em macronutrientes como azoto, fósforo e potássio, o produto «melhora ainda a retenção de água nos solos», indica a mesma fonte, que o considera «indicado para pomares, olivais, vinhas e espécies florestais».
Com esta campanha, explica a empresa, pretende-se reforçar «o convite aos agricultores e produtores da região para conhecerem e utilizarem» o produto, dando «um novo destino aos resíduos orgânicos produzidos nos concelhos da área de atuação da Resialentejo» e contribuindo para «solos mais férteis e resistentes à seca».
A empresa intermunicipal trata os resíduos urbanos dos concelhos de Almodôvar, Barrancos, Beja, Castro Verde, Mértola, Moura, Ourique e Serpa, num total anual aproximado de 50 mil toneladas, servindo 86.505 habitantes numa área de 6.650 quilómetros quadrados.










