A CLIP liderou a Câmara de Portalegre durante dois mandatos consecutivos, entre 2013 e 2021, tendo a gestão passado nas últimas eleições para a coligação encabeçada por Fermelinda Carvalho, que se recandidata ao cargo.
Ricardo Romão, de 51 anos, faz uma avaliação “negativa” da gestão autárquica, sublinhando que foi um “mandato pífio, com políticas simplistas”. O candidato considera que Fermelinda Carvalho “herdou a melhor situação financeira dos últimos 20 anos”, recordando que a CLIP foi capaz de, em oito anos, “recuperar 40 milhões de euros de dívida” deixada por uma gestão PSD.
“O mandato que agora termina foi um mandato sem estratégia, limitando-se praticamente à gestão corrente e à continuação dos vários projetos que vinham do anterior mandato (CLIP)”, critica.
Caso seja eleito, Ricardo Romão pretende recuperar projetos lançados enquanto a CLIP governava o Município, como a recuperação do espaço Robinson, a requalificação da Rua do Comércio e dos espaços adjacentes, que “tinham já um projeto preparado, e que foi abandonado” pelo atual Executivo.
“Portalegre tinha uma Estratégia Local de Habitação, que previa potenciar obras de 28,5 milhões de euros e que devia estar concluída em 2026. Foi executado cerca de um milhão de euros e não há vislumbre de nada mais. E este é um dos maiores problemas de Portalegre e do país e limitador da fixação de população”, acrescenta.
Entre outras propostas, o candidato anuncia a reestruturação da organização interna da Câmara, “tornando-a mais eficiente”, o desenvolvimento de percursos pedestres no Parque Natural da Serra de São Mamede e a recuperação do Castelo de Portalegre, que passou para a responsabilidade da autarquia em junho de 2021 e “está encerrado”.
Ricardo Romão promete ainda criar emprego e atrair empresas, reabrir o parque de campismo da cidade, efetuar obras de melhoramento em diversos bairros, construir um crematório e transformar Portalegre na “Capital do Desporto Aventura”.
Em matéria de acessibilidades, defende a deslocalização da estação ferroviária para junto da cidade, o prolongamento do Itinerário Complementar (IC) 13 e uma “ligação capaz” a Elvas-Badajoz (Espanha), que considera “essencial” para o desenvolvimento do concelho.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












