A relação entre o tecido amuralhado e o tecido humano da cidade Évora é o ponto de partida da exposição, que reúne 45 imagens dispostas em sala como se estivessem expostas num troço da muralha,«pretendendo dar a conhecer memórias, segredos, vivências e marcas do centro histórico «abraçado, há mais de 20 séculos, pela muralha que o protege».
«Não obstante as suas dimensões, a muralha de Évora quase que se tornou invisível, no sentido em que se introduziu e se entrosou de tal forma no tecido humano da cidade que em certos momentos não há destrinça entre ambos», diz o fotógrafo, que se propôs «resgatar» esses momentos e partilhá-los com o público.
Através de jogos de cores, de formas e de insólitos que caraterizam o seu trabalho, António Carrapato, a convite do município eborense, decidiu homenagear a muralha, aquela que «guarda o centro histórico da cidade, e, com ele se liga e interliga em instantes e constantes, rimas e diálogos, tendo-lhe sempre permitido prosperar».
António Carrapato nasceu em 1966 e é natural de Reguengos de Monsaraz. Começou a sua carreira nos anos 90 a fotografar para os jornais portugueses, principalmente para o jornal Público, no Alentejo.
Em paralelo, desenvolve um trabalho de autor, em que constrói uma temporalidade de acasos significativos com um humor muito específico. É no território rural do Alentejo, mas também em contextos urbanos internacionais, que utiliza a sua capacidade de observação para criar um universo visual onde a relação entre o homem e a sua envolvente revela subtis ironias ou absurdas coincidências.
Representado em várias coleções de arte contemporânea, como a da Fundação PLMJ, estudou fotografia no Ar.Co e apresenta um currículo de várias exposições coletivas.
A exposição estará patente até ao próximo dia 13 de novembro, de segunda a sábado, das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00, com entrada livre.










