Risco na encosta do castelo mobiliza Exército em Alcácer do Sal

A Câmara de Alcácer do Sal solicitou a intervenção do Exército para estabilizar a encosta do castelo, onde se têm registado deslizamentos de terra repetidos, situação que levou ao corte de acessos e levanta preocupações quanto à segurança de populações e património.

O Município, cuja zona ribeirinha tem sido alvo de cheias desde o dia 28, quando o rio Sado galgou as margens, revela ter pedido o apoio de diferentes entidades sobre “os recentes deslizamentos de terra” na encosta do castelo da cidade.

“Em causa está a segurança das populações e dos bens culturais presentes”, refere a autarquia, indicando que os deslizamentos verificaram-se “em diversos locais e de forma repetida”.

Elementos da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo já estiveram no local para “fazer uma avaliação e monitorização da situação”, avança a mesma fonte, revelando que “através do Comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, foi ainda solicitada a intervenção do Exército português para vir estabilizar a encosta”. 

De acordo com a Câmara de Alcácer do Sal, “assim que os desmoronamentos se sucederam, em dimensão e frequência”, a autarquia “encerrou toda a circulação, automóvel e pedonal, na estrada do Miradouro da Encosta (bairro da Graça) e na estrada de Santa Luzia” e apelou à população para não utilizar aquelas vias e manter-se em segurança.

O vice-presidente da Câmara e vereador com o pelouro da Proteção Civil, António Grilo, manifestou-se “muito preocupado” com os deslizamentos de massa que têm vindo a ocorrer na encosta do Castelo de Alcácer do Sal.

“Os desmoronamentos começaram no dia 28, ou talvez até antes, e têm ocorrido episódios todos os dias”, revela, frisando que os acessos a esta zona “estão cortados, por precaução”.

As aulas nas escolas do Agrupamento de Escolas de Alcácer do sal foram hoje retomadas, tal como anunciado no domingo, “para levar alguma normalidade à vida das crianças e jovens, apesar destes constrangimentos”.

Por outro lado, as aldeias de Casebres, Vale de Guizo e Arez continuam sem água potável a partir dos furos locais, porque “ainda está imprópria para consumo”, e são abastecidas através de autotanques de várias corporações de bombeiros.

Devido às inundações na baixa da cidade, uma vez que “existe o risco de haver alguma contaminação da água”, a limpeza deve ser efetuada com recurso a Equipamentos de Proteção Individual (EPI), que a câmara e Proteção Civil têm distribuído, adianta António Grilo.

“As águas podem ter alguma contaminação, misturaram-se com águas residuais, óleos de oficinas, combustíveis, óleos alimentares, não sabemos. Por isso, no domingo, algumas pessoas que estavam nas limpezas já estavam a usar equipamentos, mas hoje fizemos uma abordagem mais transversal e distribuímos ‘kits’ de EPI”, uns com máscaras e luvas e outros que incluem ainda fatos descartáveis, precisou.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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