Na primeira semifinal do concurso, que aconteceu no Wiener Stadthalle, em Viena, com transmissão em direto para todo o mundo, foram escolhidos 10 dos 15 países em competição. Portugal, que este ano esteve representado pelos Bandidos do Cante, com a canção «Rosa», foi um dos cinco que ficaram pelo caminho.
A realização de duas semifinais para apurar os países em competição na final aconteceu pela primeira vez em 2008 e, desde então, Portugal tinha falhado cinco vezes a passagem: em 2011, 2012, 2014, 2015 e 2019.
Nesta semifinal passaram à final, que decorre no sábado: Grécia (com a canção «Ferto», interpretada por Akylas), Finlândia («Liekinheitin»/Linda Lampenius & Pete Parkkonen), Bélgica («Dancing on the ice»/Essyla), Suécia («My System»/Felicia), Moldávia («Viva, Moldova»/Satoshi), Israel («Michelle»/Noam Betten), Sérvia («Kraj mene»/Lavina), Croácia («Andromeda»/Lelek), Lituânia («Sólo quiero más»/Lion Ceccah) e Polónia («Pray»/Alicja).
De fora da final, além de Portugal, ficaram a Geórgia («On Replay»/Bzikebi), Montenegro («Nova zora»/Tamara Živković), Estónia («Too epic to be true»/V.Ninja) e São Marino («Superstar»/Senhit).
Na primeira semifinal subiram também ao palco os representantes de Itália («Per sempre sì»/Sal Davinci) e Alemanha («Fire»/Sarah Engels), países que têm a passagem garantida à final por fazerem parte do grupo dos «Big5».
Na segunda semifinal, marcada para quinta-feira, competem mais 16 países por outros dez lugares na final: Bulgária, Azerbaijão, Roménia, Luxemburgo, República Checa, Arménia, Suíça, Chipre, Letónia, Dinamarca, Austrália, Ucrânia, Albânia, Malta e Noruega. Serão ainda apresentadas as canções de outros três países com entrada direta na final: França e Reino Unido, dos «Big5», e Áustria, país anfitrião desta edição.
A 70.ª edição do Festival Eurovisão da Canção volta a ficar marcada, à semelhança das duas anteriores, pela contestação à participação de Israel no concurso, que este ano levou cinco países a desistirem. Na semifinal de hoje, durante a atuação do representante de Israel, conseguiu ouvir-se na transmissão televisiva alguém gritar, várias vezes, na plateia «Stop the genocide».
Este ano são 35 os países em competição, embora apenas 25 cheguem à final, após desistências de Espanha, Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Islândia devido à participação de Israel, e regressos da Bulgária, da Roménia e da Moldávia, ao fim de três, dois e um ano de ausência, respetivamente. Na segunda-feira ficou ainda a saber-se que as estações públicas de Espanha, da Irlanda e da Eslovénia decidiram não transmitir este ano o concurso.
Os boicotes devem-se aos ataques militares de Israel no território palestiniano da Faixa de Gaza, desde outubro de 2023, que mataram pelo menos 72 mil pessoas e foram classificados como genocídio por uma comissão internacional independente de investigação da Organização das Nações Unidas.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












