Na intervenção de encerramento da iniciativa, o governante sublinhou que o país precisa de alterar a forma como encara o oceano, defendendo que a economia azul deve ser um dos principais motores de desenvolvimento económico de Portugal, assente na valorização sustentável dos recursos marinhos, na investigação científica e na cooperação entre instituições.
Entre os projetos em desenvolvimento, Salvador Malheiro destacou a criação de uma rede nacional de hubs azuis, distribuídos ao longo da costa portuguesa e com valências complementares. Segundo garantiu, esta infraestrutura permitirá reforçar a investigação aplicada e aproximar a ciência do tecido empresarial.
«Estamos neste momento a terminar essa rede de hubs azuis espalhados por toda a nossa costa marítima. Para além de constituir uma excelente oportunidade para impulsionar a investigação aplicada, permitirá dar origem a empresas, startups e gerar riqueza», afiançou.
O secretário de Estado das Pescas e do Mar considerou ainda que o sucesso da economia azul dependerá da capacidade das instituições trabalharem em conjunto, valorizando o conhecimento já existente no país.
«Ninguém nos vai perdoar no futuro se não soubermos colaborar. Se não soubermos trabalhar em conjunto», afirmou, acrescentando que Portugal dispõe de investigadores de excelência reconhecidos internacionalmente: «Temos gente muito capaz, internacionalmente reconhecida. Também temos de ter essa capacidade de conhecer os nossos melhores e proporcionar-lhes as melhores condições para desenvolverem o seu trabalho».
Dirigindo-se à Universidade de Évora, Salvador Malheiro incentivou a academia a continuar a desafiar as instituições públicas e a desenvolver projetos inovadores ligados ao mar. «Desafiem-nos. Mesmo que não seja diretamente da nossa área, é importante explicar aos outros o quão fundamentais são estes projetos científicos. A ciência é o futuro», afirmou.
O secretário de Estado das Pescas e do Mar defendeu ainda que Portugal reúne condições para assumir uma posição de liderança internacional nas ciências do mar. «Nas ciências associadas ao oceano estamos na linha da frente. Não tenham medo de competir com os outros. Temos todos de defender o nosso mar e, sobretudo, tirar partido dele nas dimensões social, económica e ambiental», sublinhou.
O workshop, promovido pela Universidade de Évora, reuniu especialistas nacionais e internacionais para refletir sobre os desafios que o oceano enfrenta, o contributo da investigação científica para a sua preservação e as oportunidades que o mar representa para o desenvolvimento sustentável e a competitividade do país.










