Santiago do Cacém projeta milhares de casas e aprova primeiros 378 fogos

A Câmara Municipal de Santiago do Cacém aprovou a alienação de quatro lotes em Vila Nova de Santo André para a construção de 378 fogos, num plano mais amplo que prevê «milhares de habitações» em todo o concelho.

De acordo com o presidente da Câmara, Bruno Gonçalves Pereira, a alienação destes quatro lotes para a construção de 378 fogos «marca o início do desenvolvimento da estratégia de habitação definida para o município, como forma de dar resposta às crescentes necessidades que irão agravar-se perante o desenvolvimento económico previsto para a região».

A estes novos fogos projetados para Santo André somam-se mais 278 previstos para Santiago do Cacém, «no âmbito da expansão da cidade», e mais lotes destinados, sobretudo, a habitações unifamiliares em Abela, Alvalade do Sado, São Bartolomeu da Serra e São Domingos.

«Para Santo André foram, ainda, identificados 11 terrenos municipais como possíveis locais para a construção de 3.118 fogos», revela Bruno Gonçalves Pereira, acrescentando que tem agendada uma reunião com a secretária de Estado da Habitação, na qual pretende «exercer pressão» de forma a «obter garantias» de que o Estado Central não só «promova a habitação no município como assegure uma resposta dos serviços públicos perante o crescimento esperado da população, de forma a garantir a sustentabilidade e a qualidade de vida neste território».

Num cenário em que se perspetiva a chegada ao território de milhares de pessoas, devido aos projetos industriais anunciados para Sines, o autarca defende a necessidade de ser dada «resposta a esta procura acrescida» de habitação, «mas sempre tentando manter o humanismo das coisas e a sustentabilidade da vida nas cidades e nas aldeias».

«Temos esperança que o Governo nos ofereça 100 fogos a custo zero, porque somos uma realidade única no país. Como esses programas existem e já foram aplicados em alguns municípios, portanto, se tivermos, a partir de 378, mais 278, mais estes 100, já resolve qualquer coisa».

Bruno Gonçalves Pereira defende a importância da construção «a custos controlados, com margem mínima», já que o município «não existe para ter lucro», e garante que serão introduzidos mecanismos para evitar a especulação imobiliária, como a proibição da venda destes fogos ou o subarrendamento por um período que poderá chegar aos 15 anos.

«Não estamos a inventar nada, só estamos a trazer para Santiago do Cacém essa forma de construir e de melhorar a habitação», sublinha.

De acordo com o presidente da Câmara, a expansão da cidade de Santiago do Cacém far-se-á «no troço de terreno compreendido entre a avenida Nuno Álvares Pereira e Miróbriga, onde há ainda terrenos públicos», num programa a 12 anos. «Arrisco dizer, pelo grau de discussão e de planeamento, que há uma boa fatia da estratégia de habitação que conseguimos cumprir entre o final do primeiro mandato e o meio do segundo, se for entendimento da população nós continuarmos», refere.

Nas freguesias do interior, estão previstos 17 lotes para construção em São Bartolomeu, cerca de 30 em Abela e 14 em Alvalade do Sado, numa primeira fase, a que se poderão somar outros 30.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Partilhar artigo:

ASSINE AQUI A SUA REVISTA

Opinião

ALENTEJO CARTOONADO
por Rui Pimentel

O ALENTEJO DE SARAMAGO
Roteiros

CARLOS LEITÃO
Crónicas

BRUNO HORTA SOARES
É p'ra hoje ou p'ra amanhã

Caro? O azeite?

PUBLICIDADE

© 2026 Alentejo Ilustrado. Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por WebTech.

Assinar revista

Apoie o jornalismo independente. Assine a Alentejo Ilustrado durante um ano, por 30,00 euros (IVA e portes incluídos)

Pesquisar artigo

Procurar