São Cucufate e Tiago Cabaço Winery entram nas Novas 7 Maravilhas do país

As ruínas romanas de São Cucufate, em Vila de Frades, e a Tiago Cabaço Winery, em Estremoz, estão entre as Novas 7 Maravilhas de Portugal, eleitas na votação final de um concurso televisivo dedicado ao património construído histórico e contemporâneo.

São Cucufate venceu na categoria História e a Tiago Cabaço Winery na de Arquitetura Contemporânea.

Na Vidigueira, as ruínas de São Cucufate começaram por ser uma exploração agrícola no século I d.C. e atingiram o seu esplendor no século IV, como villa áulica com termas e jardins, dominando a paisagem a sul até Beja. A arquitetura distingue-se pela rara estrutura de dois pisos e pela conservação de abóbadas de tijolo.

Depois do período romano, o local foi ocupado por uma comunidade cristã e, no século IX, foi ali estabelecido um mosteiro dedicado ao santo, onde ainda se podem ver frescos. A organização assinala ainda o valor cultural do sítio para a região, pela ligação ao vinho de talha, método de produção praticado desde o período romano.

Em Estremoz, o edifício da Tiago Cabaço Winery «brota da terra em forma de meia-lua, tal como a vinha que lhe dá origem, parcialmente enterrada para preservar a frescura e a harmonia com a paisagem», descreve a organização. Mais do que um espaço de produção, acrescenta, a adega «afirma-se como lugar de encontro entre vinho, arquitetura e paisagem».

Na sala de provas, um amplo envidraçado suspende o castelo de Estremoz sobre a vinha e abre o olhar à serra d’Ossa e ao castelo de Évora-Monte. A experiência é descrita como um percurso «onde arquitetura e produção se cruzam naturalmente», num espaço de arquitetura contemporânea que reflete «a visão do produtor e a sua ligação à terra».

Ao longo da visita, cada etapa da produção é revelada ao visitante — uma abordagem que, sublinha a mesma fonte, faz da adega «mais do que uma adega», um lugar «onde o vinho se descobre e compreende».

Da lista das Novas 7 Maravilhas de Portugal fazem ainda parte o castelo de Leiria, a Sé de Lisboa, o aqueduto da Usseira, em Óbidos (Grandes Obras), os mercados de Olhão (Arquitetura Moderna) e o jardim do Paço Episcopal de Castelo Branco (Turismo).

À votação final chegaram 21 finalistas nacionais, três por cada uma das sete categorias. A edição deste ano marcou o regresso do concurso, quase 20 anos depois da primeira iniciativa, a 7 de julho de 2007, e visou valorizar o património construído e mobilizar os portugueses em torno da identidade cultural e histórica.

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