De visita à Ovibeja, António José Seguro saudou os agricultores, frisando compreender «bem as suas dificuldades», que agora «também são acrescidas, fruto de uma guerra e de um estreito de Ormuz que nunca devia ter fechado».
«Precisamos que os fertilizantes cheguem às nossas terras e aos nossos agricultores a preços convenientes para que, depois, isso não tenha que se refletir nos produtos alimentares. E, muitas vezes, as bolsas de muitos portugueses não conseguem acompanhar o aumento da carestia do preço desses alimentos», afirmou.
O estreito de Ormuz, por onde transita normalmente um quinto dos hidrocarbonetos do mundo, entre outros produtos, continua sujeito a um duplo bloqueio imposto pelo Irão e pelos Estados Unidos, devido à guerra no Médio Oriente.
Numa declaração sem direito a perguntas dos jornalistas, no final da visita ao certame de Beja, Seguro afirmou que os «agricultores são empresários com duplo risco», porque enfrentam «o risco de empreender» e o de «ficar dependente do que a natureza lhes dá».
«Umas vezes dá-nos coisas boas, outras vezes, infelizmente, dá-nos muitas más notícias e, ao contrário de outras atividades económicas, os seguros não funcionam como funcionam noutros setores da nossa economia», salientou.
O Presidente da República reiterou que o setor, em que «se precisava de cobrir mais o risco», devido à incerteza da atividade, «é onde precisamente não há condições para cobrir esse risco como os agricultores merecem».
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Nuno Veiga/Lusa












