Sete projetos artísticos do Alentejo com apoio de 205 mil euros da DGArtes

Sete projetos artísticos com sede no Alentejo vão receber 205 mil euros da Direção-Geral das Artes (DGArtes), no âmbito do Programa de Apoio a Projetos 2025 - Criação e Programação - Cruzamento Disciplinar, cuja decisão já foi comunicada às entidades candidatas.

Os apoios mais elevados vão para dois projetos com 55 mil euros cada: «Festival LA-1 | 2ª Edição», da associação cultural Ainda Não Tem Nome, no domínio da programação, e «O Rapaz que Aterrou na Praça Vermelha», de Rui Horta, no domínio da criação. Avaliados pelo júri com 91,05% e 89,55%, respetivamente, são também as duas candidaturas alentejanas mais bem pontuadas.

A mesma associação, Ainda Não Tem Nome, recebe ainda 25 mil euros para «Entre Linhas – Projetos In Situ», igualmente na programação, sendo assim a única entidade da região com dois projetos apoiados. O quarto apoio de 25 mil euros vai para «Há Mesa Agora», da Associação Quetzal Art Center, também no domínio da programação.

Os restantes três projetos cofinanciados pela DGArtes recebem 15 mil euros cada, todos no domínio da criação: «Lavra Vozes», da Colecção B – Associação Cultural, «O Tempo das Coisas», de Christiana de Castro Bernardes Todeschi, e «Wildwuchs – O Pequeno Crescimento Selvagem», de Elide Gramegna.

Em dois destes casos – «Entre Linhas – Projetos In Situ» e «O Tempo das Coisas» – o montante atribuído é inferior ao patamar solicitado, situação que a tabela de decisão justifica com o esgotamento do montante financeiro disponível no patamar a que as entidades se candidataram, podendo nesses casos as candidaturas receber o valor fixo do patamar imediatamente inferior.

No conjunto do país, são financiados 99 projetos, 71 no domínio da criação e 28 no da programação, distribuídos pelas nove regiões: 30 no Centro, 27 na Grande Lisboa, 21 no Norte, sete no Alentejo, cinco no Oeste e Vale do Tejo, três no Algarve, três na Região Autónoma dos Açores, dois na Península de Setúbal e um na Região Autónoma da Madeira.

O concurso tem um montante global disponível de 2,455 milhões de euros e, segundo a Direção-Geral das Artes, tem como principais objetivos «fomentar a coesão territorial e promover a inclusão, a criação e a fruição artística em territórios de baixa densidade».

O organismo acrescenta que são ainda objetivos estratégicos «o incentivo à sustentabilidade ambiental e o estímulo à colaboração entre arte e ciência», bem como a contribuição para «a diversidade e para a qualidade da oferta artística no território nacional» e para «a valorização da dimensão educativa através de boas práticas de mediação».

São também valorizados, refere a mesma fonte, «projetos artísticos emergentes que dinamizem o setor artístico, que valorizem a pesquisa e a experimentação artísticas e que estimulem a diversidade étnica e cultural, a inclusão social, a igualdade de género, a cidadania e a qualidade de vida das populações».

Os projetos financiados decorrem até 28 de fevereiro de 2028, maioritariamente em território nacional, com atividades que incluem, segundo a Direção-Geral das Artes, «a conceção, execução e apresentação pública de obras, acolhimentos, coproduções e residências artísticas», podendo ainda integrar ações complementares nos domínios da circulação nacional, da internacionalização, da formação, da mediação, da edição e da investigação.

Do Alentejo ficaram de fora 21 candidaturas, entre as não propostas para apoio e as excluídas do concurso, que pediam um apoio total 735 mil euros.

Na fotografia, Quetzal Art Center | © Quetzal Art Center

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