A Unidade Local de Saúde (ULS) do Alentejo Central explica que, desde quarta-feira, o Serviço de Urgência Polivalente recebeu nove doentes provenientes do lar. Entre estes registaram-se três óbitos, nomeadamente dois na quinta-feira e outro na tarde de domingo, sendo que, dos restantes seis, «três tiveram entretanto alta para o lar e três permanecem internados».
Segundo a ULS do Alentejo Central, dos três óbitos ocorridos, «foi confirmada laboratorialmente infeção por vírus influenza A em dois deles».
Estes óbitos somam-se a outros dois registados no lar, há uma semana, quando terá tido início o surto, e na passada terça-feira.
O surto de doença respiratória, «no contexto do qual foi identificado laboratorialmente infeção por vírus influenza A» — ou seja, gripe A —, afeta o lar da Misericórdia de Veiros, tinha já indicado a ULS do Alentejo Central.
A unidade disse então que os outros dois idosos morreram no lar, entre domingo e terça-feira, mas nenhum destes casos «apresenta confirmação laboratorial de infeção por vírus influenza A, pelo que, nesta fase, não é possível estabelecer uma relação entre os óbitos e o agente identificado».
A ULS do Alentejo Central sublinha agora que «tem assegurado a mobilização e articulação das diferentes equipas de saúde envolvidas no acompanhamento da situação», sendo que «a equipa da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Estremoz mantém o acompanhamento clínico dos utentes, em articulação com o médico assistente do lar».
De acordo com a ULS, o Departamento de Saúde Pública realizou uma visita ao lar na quinta-feira e mantém o acompanhamento epidemiológico da situação, incluindo a verificação do cumprimento das medidas de controlo de infeção, higienização, isolamento e utilização de equipamentos de proteção individual.
«A equipa da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados realizou, durante a tarde de hoje, nova visita ao lar, não tendo sido identificadas novas ocorrências nem agravamento clínico dos utentes que aí permanecem», realça.
A ULS acrescenta que se mantém a vigilância clínica e epidemiológica e o acompanhamento da situação pelas equipas de saúde da unidade, em articulação com a direção técnica do lar.
A Procuradoria-Geral da República confirma que o inquérito incide sobre as mortes de utentes com sintomas compatíveis com gripe A no lar de Veiros, não tendo sido, até agora, constituídos arguidos.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa










