A pergunta, subscrita pelo deputado socialista eleito pelo círculo de Évora, Luís Dias, é dirigida ao ministro da das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
Segundo o deputado, a aplicação do Passe Ferroviário Verde, reduzindo os custos mensais para 20 euros, fez aumentar “ainda mais os utilizadores deste Intercidades, o que não foi acompanhado devidamente do número de composições disponíveis para o serviço”.
“Com esta decisão e a mudança das regras de marcação prévia de lugares” – sublinha – “acontece que muitos utilizadores não conseguem marcar a sua viagem ou conseguem marcar a viagem de ida, mas não a de regresso”.
Segundo Luís Dias, muitos passageiros “são obrigados, apesar de deterem passe, a comprar viagens simples para conseguirem usar o comboio, levando a um grande descontentamento dos utilizadores”.
Reconhecendo que foi até “anunciada a aquisição dos 117 comboios”, o deputado assinala que o respetivo concurso “teve impugnações” e que daí resulta “a demora na obtenção destes meios” e lembra que a entrega está prevista apenas para 2029, “sendo uma solução a muito longo prazo, não havendo para já respostas do Governo”.
Acusando o Governo de “ausência de respostas” para esta situação, e considerando que “é uma nova afronta e uma nova falta de respeito pelas populações do Alentejo”, o deputado socialista diz tratar-se “da prova de que, quando há um problema por resolver na ferrovia, é sempre o Alentejo que fica para segundo plano na governação da AD”.
Além de exigir a “colocação imediata de mais carruagens IC de 2.ª classe que permita a todos os alentejanos usarem o comboio como meio de transporte preferencial nas suas deslocações”, o deputado do PS quer saber qual a evolução do número médio mensal de passageiros na Linha do Alentejo entre os anos de 2023 e 2025 e quantos comboios do concurso público, em curso, vão servir esta linha.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.













Uma resposta
Uma vergonha!… Penso que os governos fazem discriminação. Os ALENTEJANOS são considerados portugueses não de 2ª, mas de 3ª. Se fossem de 2ª teriam mais carruagens de 2ª para viajar de Évora para Lisboa.