Sousel aposta em centro interpretativo para valorizar o borrego

A Câmara de Sousel está a preparar a criação de um centro interpretativo dedicado ao borrego, tendo já identificado dois edifícios onde o projeto poderá ser instalado.

O presidente do município, Manuel Valério, explica que a autarquia se encontra a trabalhar no projeto, embora ainda não seja possível avançar com um valor concreto de investimento.

«Estamos a trabalhar no projeto e é nossa intenção iniciar a obra logo que haja também a possibilidade de financiamento, porque envolve algumas centenas de euros e que, só por si, o município não consegue suportar», afirma.

Segundo o autarca, os dois edifícios identificados têm “extrema importância” para o concelho, podendo um deles acolher o futuro centro interpretativo.

O anúncio foi feito no arranque da Quinzena Gastronómica Terras do Borrego, a decorrer até 12 de abril, iniciativa que envolve cerca de 120 restaurantes dos 15 concelhos do distrito de Portalegre.

Promovida no âmbito de Sousel “Capital do Borrego”, a iniciativa pretende valorizar este produto endógeno, reforçar a sua notoriedade a nível nacional e internacional e dinamizar o território através do turismo gastronómico.

«Temos vindo sempre em crescendo, este ano são quase 120 restaurantes aderentes, o que demonstra bem o que é este produto endógeno de excelência para nós, nomeadamente neste período que antecede e que sucede a Sexta-feira Santa», adianta Manuel Valério, revelando que o município já está a preparar a segunda edição do Festival Terras do Borrego, prevista para decorrer entre 21 e 23 de maio de 2027.

A Câmara de Sousel recorda que, no Alentejo, o borrego é uma «referência incontornável» das celebrações da Páscoa, sendo tradicionalmente preparado em família e partilhado «como símbolo de reunião e identidade» cultural, sendo neste contexto que a quinzena gastronómica «ganha ainda maior relevância, valorizando um hábito profundamente enraizado na região».

A iniciativa convida os visitantes a descobrir menus dedicados ao borrego, bem como a participar em atividades culturais e experiências que «destacam o património, a sustentabilidade e o saber-fazer» da região.

«Mais do que um evento gastronómico, esta quinzena afirma-se como uma celebração da identidade alentejana, evidenciando a capacidade da região em preservar as suas tradições enquanto projeta o futuro com inovação e qualidade», refere a autarquia.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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