“O ano de 2026 marcará uma aceleração significativa no desenvolvimento de todo o projeto, com o avanço do segundo edifício, que será mais de quatro vezes maior do que o primeiro”, inaugurado em abril de 2025, diz o diretor executivo da Start Campus, Robert Dunn.
Em resposta a questões colocadas por escrito pela Lusa, o responsável do mega centro de dados de Sines, apontou o início das obras do segundo edifício (SIN02) para “meados de fevereiro deste ano” e a sua conclusão em 2027.
Segundo o diretor da empresa, apesar de o prazo para o arranque da empreitada ainda estar sujeito a confirmação, os trabalhos preparatórios já decorrem desde o final de 2025, prevendo-se a instalação dos primeiros clientes operacionais em meados do próximo ano.
Além da construção do edifício do centro informático (SIN02), a empresa divulgou que a empreitada, com uma calendarização de 24 meses, inclui a construção dos edifícios de suporte e de duas infraestruturas elétricas associadas, uma subestação de alta tensão e uma subestação 400/150 kV (quilovolts), a implantar a norte do campus principal.
De acordo com Robert Dunn, o futuro edifício SIN02 “oferecerá uma capacidade substancialmente superior”, já que o primeiro tem 31 Megawatts (MW), “totalizando aproximadamente 65.000 metros quadrados e 180 MW de carga total de TI [Tecnologia de Informação].
O SIN02, indica, “foi concebido para acomodar ‘cloud hyperscalers’ (gestores de grandes serviços de armazenamento de dados na nuvem), fornecedores de infraestruturas de Inteligência Artificial [IA], plataformas digitais e operações de computação de alto desempenho (HPC), servindo clientes em toda a Europa”.
Segundo o responsável, a construção do SIN02 poderá envolver “cerca de 1.500 trabalhadores, com picos que podem atingir as 2.500 pessoas durante as fases mais intensivas do projeto”, sendo que o edifício “foi projetado para suportar cargas de trabalho relacionadas com IA e de elevada densidade, alinhadas com os requisitos operacionais de empresas tecnológicas globais”.
Robert Dunn admite ainda que, “caso a construção do terceiro edifício (SIN03) avance em simultâneo com o SIN02, o número de trabalhadores poderá subir para cerca de 2.000, com picos entre 2.500 e 3.000 pessoas”.
A empresa mantém como objetivo “a conclusão global do campus”, ou seja, dos seis edifícios, “totalizando 1,2 GW [Gigawatt] de carga de TI no início da década de 2030”, num montante de cerca de 8,5 mil milhões de euros investidos, através dos fundos de private equity (fundos de capital de investidores) Davidson Kempner e Pioneer Point.
Para já, segundo Robert Dunn, a empresa está “numa fase avançada de contratação do segundo” edifício, até com “o licenciamento já bastante avançado junto da Câmara Municipal de Sines” e, em paralelo, “está a trabalhar com clientes para criar as condições necessárias ao arranque” dos restantes edifícios.
“Cada edifício tem um período de construção aproximado de dois anos, sendo que alguns poderão avançar em simultâneo. A construção tem início assim que exista procura confirmada por parte de clientes, não sendo necessário aguardar pela conclusão de um edifício para iniciar o seguinte, uma vez que existe capacidade para desenvolver múltiplos trabalhos em paralelo”, conclui.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












