Na zona ribeirinha junto à Praia Fluvial do Alamal (na fotografia), concelho de Gavião, foi necessário retirar um casal de idosos de uma casa e dois hóspedes que se encontravam numa pousada.
“No espaço de uma hora, as águas subiram de tal forma que atingiram um metro e meio de altura”, diz o presidente da Câmara, António Severino, adiantando que o bar e o restaurante desta pousada, que está concessionada a privados, “ficaram totalmente danificados”.
Segundo o autarca, o casal de idosos, um deles acamado, foi realojado nas instalações de uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) do concelho, enquanto os hóspedes da pousada não precisaram de realojamento.
Já no concelho de Nisa, dois cidadãos estrangeiros proprietários de uma quinta nas imediações da ponte sobre o Rio Tejo, junto à fronteira com Vila Velha de Ródão, vão ser auxiliados por barco esta tarde.
“Temos o apoio da corporação de bombeiros de Ponte de Sor com um barco para retirar as duas pessoas, que poderão ter sido apanhadas desprevenidas pela elevação das águas”, revela o presidente do Município, José Dinis Serra, adiantando que a quinta ficou isolada.
De acordo com o autarca, a subida do caudal do rio provocou ainda estragos no passadiço da Barca d’Amieira, e na própria barca, que “foi arrancada da estrutura de suporte e virou”, e as instalações de apoio foram “pelo Tejo abaixo”.
O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, pediu hoje às populações das zonas ribeirinhas que abandonem as habitações e se desloquem para locais seguros, alertando para as previsões de aumento intenso e rápido de caudal no Rio Tejo.
Falando aos jornalistas numa conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, o responsável indicou que a velocidade e a intensidade de aumento de caudal do Rio Tejo não aconteciam desta forma desde 1997.
De acordo com o comandante, o fenómeno é explicado, por um lado, pelo facto de as barragens espanholas de Alcântara e Cedilho estarem “a debitar caudais muito elevados no Rio Tejo”, cerca de sete mil metros cúbicos por segundo, e, por outro, as ocorrências para as bacias em Portugal, que poderão explicar caudais “na ordem dos nove mil metros cúbicos por segundo”.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












