«Talvez Amanhã»: o terceiro disco dos Monda, entre a tradição e o pop

Os Monda apresentaram «Talvez Amanhã», terceiro álbum de estúdio do trio alentejano, um disco de oito temas que volta a cruzar o cancioneiro popular do Alentejo com sonoridades contemporâneas.

O disco «nasce de um lugar de transformação, de procura e de descoberta», descrevem os Monda, cruzando «diferentes emoções e sonoridades numa viagem que convida a ouvir, sentir e permanecer». O grupo apresenta-o como «um novo capítulo» no seu percurso.

O alinhamento reúne temas originais e novas abordagens a canções com raízes no cancioneiro popular alentejano. Segundo a banda, o álbum procura retratar os desafios da atualidade e a relação entre as escolhas individuais, as circunstâncias da vida e o impacto dessas vivências na sociedade contemporânea.

Os Monda dizem que «Talvez Amanhã» reflete a luta quotidiana entre aquilo que cada pessoa pretende ser e aquilo que o destino acaba por impor, abordando também a tendência para atribuir aos outros as responsabilidades perante as dificuldades. As letras passam por temas sociais, pela vulnerabilidade e pela resiliência.

Musicalmente, o trio mantém a fusão que tem marcado o seu percurso: uma base pop enriquecida por elementos que evocam as raízes tradicionais da região, reforçando a vertente indie dos trabalhos mais recentes.

A apresentação do álbum a convidados e à imprensa decorreu na Herdade do Peso, em Pedrógão do Alentejo, concelho da Vidigueira. Entre os presentes esteve Rui Veloso, que já tinha participado no primeiro disco do grupo.

Sobre essa noite, os Monda falam de «um encontro em torno da música» e de «um momento de partilha» que antecipou aquilo que o disco tem para oferecer: «canções que falam do presente, mas que deixam sempre espaço para o que ainda está por vir».

Os Monda são formados por Jorge Roque (guitarra e voz), Herlander Medinas (contrabaixo, baixo elétrico e voz) e Pedro Zagalo (piano e teclados). O projeto que nasceu de forma quase espontânea há 10 anos, tendo a Alentejo Ilustrado traçado o perfil do grupo em fevereiro de 2025.

O primeiro álbum, homónimo, saiu em 2016 com produção de Ruben Alves e contou com as participações de Katia Guerreiro, Rui Veloso, Tiago Oliveira e do Grupo de Cantadores de Portel. O segundo, «Cal», foi editado em abril de 2019 e apresentado ao vivo no Teatro Capitólio, em Lisboa, com nomes como Maro, Maria Emília, José Manuel Neto, João Gil e David Piçarra.

Fotografia: © Monda

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