Tempestades de inverno provocaram danos em 28 praias do Alentejo

As sucessivas tempestades de inverno provocaram danos em 28 praias do litoral alentejano, sobretudo relacionados com erosão costeira, instabilidade em arribas e destruição de acessos, segundo um relatório da Agência Portuguesa do Ambiente.

O levantamento feito pela APA conclui que foram sinalizadas ocorrências em 28 praias, entre as quais cinco no concelho de Grândola, uma no de Santiago do Cacém, nove no de Sines e 13 no de Odemira.

A instabilidade das arribas, a erosão costeira e episódios de galgamentos costeiros foram as ocorrências mais dominantes neste território, aponta o relatório, segundo o qual as principais ocorrências estão relacionadas com danos em “passadiços e rampas de acesso à praia e, pontualmente, em alguns apoios de praia”.

Uma das praias referidas é a de Morgavel, no concelho de Sines, onde ocorreu uma derrocada da Estrada Municipal (EM) 1109, de acesso a Porto Covo, que apresenta danos ao nível das estruturas de proteção e defesa e em áreas construídas de fruição e uso público, como acessos às praias, passadiços, paredões e passeios marginais.

O relatório técnico indica que os prejuízos estimados na faixa costeira do país ascendem a cerca de 27 milhões de euros, cuja intervenção se prevê “no imediato”, a que se acrescentam outras intervenções de caráter “mais estruturante no curto e médio prazo”.

A APA considera prioritária a reconstrução das escadas de acesso em 10 praias do concelho de Odemira, sendo esta a única intervenção prevista para o litoral alentejano até ao início da época balnear deste ano.

A curto prazo, ou seja, até dezembro de 2027, está prevista a reposição de sedimentos do leito do rio Mira na Praia da Franquia, para proteção de infraestruturas adjacentes na marginal de Vila Nova de Milfonte.

O documento prevê que 15 milhões de euros sejam aplicados até ao início da época balnear, em maio, e outros 12 milhões até ao final do ano, estando previstos 31 milhões de euros de investimento até ao final de 2027 e mais 53 milhões a partir de 2028.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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