Temporal provocou perdas de 75,6 milhões na agricultura alentejana

O Alentejo registou 75,8 milhões de euros de prejuízos declarados nos sectores da agricultura e pescas, na sequência do mau tempo recente, correspondendo a 642 candidaturas submetidas até às 10h00 de hoje.

A nível nacional, os sectores da agricultura e pescas já declararam mais de 449 milhões de euros de prejuízos relacionados com os estragos provocados pelo mau tempo em todo o país, segundo fonte do Ministério da Agricultura.

Até às 10h00 de hoje, tinham sido entregues às Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) 8.147 pedidos de apoio, com um montante total submetido de 449,3 milhões de euros.

No Alentejo, foram registadas 642 candidaturas, correspondendo a um prejuízo declarado de 75,8 milhões de euros, colocando a região entre as mais afetadas.

A região Centro lidera em valor global, com 184 milhões de euros declarados através de 2.945 candidaturas. Segue-se Lisboa e Vale do Tejo, com 1.597 pedidos e 141,6 milhões de euros. O Norte contabiliza 2.918 submissões e 42,2 milhões de euros, enquanto o Algarve apresenta 45 candidaturas e 5,5 milhões de euros.

Os apoios destinados à agricultura visam repor o potencial produtivo, abrangendo estragos nas explorações e nas culturas, enquanto, no caso das pescas, pretendem compensar os pescadores pelos dias em que não puderam sair para o mar.

O temporal associado às depressões Kristin, Leonardo e Marta provocou 18 mortos em Portugal, seis dos quais no concelho de Leiria, além de centenas de feridos e desalojados.

Entre as principais consequências materiais contam-se a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, bem como cortes de energia, água e comunicações, além de inundações e cheias.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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