A iniciativa pretende, segundo a câmara, «afirmar Odemira como um espaço de encontro entre arte, ciência, ambiente, educação e participação cidadã», através de um programa que cruza residências artísticas, espetáculos, instalações e obras em espaço público, conversas e oficinas, ligado ao território, às comunidades e à diversidade cultural e ecológica da região.
O tema escolhido para esta edição inaugural parte da ideia de experimentação como ponto de ignição. «Tentemos» propõe, de acordo com o município, «um espaço de dúvida, escuta e construção coletiva, valorizando processos colaborativos e abordagens interdisciplinares que aproximem pessoas, territórios e saberes diversos», integrando o exercício de tentar o «e se…» nas práticas artísticas, culturais e sociais do quotidiano.
A programação desenvolverá um conjunto de residências artísticas que articularão os conhecimentos do território com o pensamento contemporâneo internacional, entendendo «as comunidades como os lugares centrais da experiência cultural e reforçando uma cultura descentralizada, acessível e participativa, com efeito artístico, social e territorial».
O curador Hugo Cruz descreve a Bienal como «um cruzamento onde nos encontramos para tomarmos outras direções», com o objetivo de tentar «a construção de um lugar de encontros improváveis e inadiáveis entre as comunidades locais, seus protagonistas e vivências quotidianas, a natureza, os espaços públicos e artistas de Odemira, do país e do mundo».
Ainda de acordo com Hugo Cruz, trata-se de «um apelo a tentarmos imaginar-nos de outras formas, a nos reencantarmos com todas as possibilidades que a vida pode ter».
Já o presidente da câmara, Hélder Guerreiro, diz que a Bienal «é um dos pilares» da proposta de ação política da autarquia, «um exercício criativo de cerzir os dois pensamentos distintos que estão no centro da cultura e da ciência, permitindo gerar mais valor e mais conhecimento aplicado que contribua para o aumento da qualidade de vida e atratividade do território.»
A edição inaugural marcará, segundo o município, o início de um ciclo de criação e pensamento contemporâneo em Odemira, «afirmando a cultura como motor de desenvolvimento territorial, coesão social e sustentabilidade».










