Terras sem Sombra conclui temporada com concerto que une tradições

Num território onde se entrelaçam o Rio Guadiana, a Serra do Mendro e a planície, o concelho da Vidigueira acolhe este fim de semana o encerramento da da 21.ª temporada do Festival Terras sem Sombra. 

O programa inclui uma viagem musical que “convoca horizontes de fé, exílio e pertença”, assinala a associação Pedra Angular, entidade organizadora. 

Num ano que tem as Filipinas como país convidado, a noite será, como habitualmente, dedicada à música clássica, com o concerto “Este/Oeste: Diálogos Musicais Entre as Filipinas e a Europa” que reúne, a par de outras, obras de Handel, Saint-Saëns, Max Reger e dos compositores filipinos Lucio San Pedro e Felipe Padilla de León. 

A interpretação é de um trio de excelência, formado pela soprano Antoni Mendezona, pelo tenor Romel Leo Alojado e pela pianista Ana Ferreirinho (na fotografia). Será na Igreja da Misericórdia, a partir das 21h30.

O programa, refere a Pedra Angular, convoca pontes diversas: entre o sagrado e o íntimo, entre o lirismo europeu e a ternura das melodias filipinas. “De Handel a Saint-Saëns, passando por Puccini, o evento – um concerto de Natal, em pleno Advento – está organizado ao redor de composições que evocam fé, ternura e transcendência”, assinala.

Já a tarde de sábado (15h00) reserva a habitual visita ao património cultural. Sob o tema “Sob a Proteção de Santa Brígida: A Aldeia de Marmelar”, a ação – com ponto de encontro na Igreja de Santa Brígida (Marmelar) – tem a condução da historiadora Rosa Trole, do artista plástico Manuel Carvalho e do historiador de arte José António Falcão. No coração do concelho da Vidigueira, Marmelar afirma-se como uma das aldeias mais antigas e evocativas do Baixo Alentejo, marcando já a transição para o Alentejo Central. 

Habitada desde épocas remotas – como testemunham antas e vestígios pré-históricos –, a aldeia mantém viva uma relação íntima com a terra e com o sagrado. Sob a invocação de Santa Brígida, a quem dedica o seu templo manuelino-mudéjar do século XVI, Marmelar ergueu em torno da fé o centro da vida comunitária. 

A igreja, classificada como Monumento de Interesse Público, guarda um património que reflecte a síntese entre tradição popular e espiritualidade erudita. Este é um território de permanência e de memória, onde o Alentejo revela a sua alma: essencial, resistente e profundamente humana.

Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia:

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