O espetáculo, de entrada livre, tem por título «Rediscovering Spain: Glosas, Fantasias e Diferenças (Viagem às Raízes do Flamenco)» e é, segundo a organização, o «momento maior» da passagem do festival por Monforte. Integrado na Mostra Espanha 2026, o concerto chega à vila «num momento de descentralização», refere fonte do festival, lembrando que a mostra está «habitualmente concentrada nos grandes centros».
«Mais do que se limitar à leitura da partitura», o agrupamento espanhol «recupera a liberdade interpretativa dos músicos dos séculos XVI e XVII, que ornamentavam, transformavam e recriavam a música escrita, acrescentando variações e momentos de improvisação», explica a organização. O concerto oferece, acrescenta, «a rara oportunidade de escutar este repertório como matéria viva, em permanente construção diante do público», num monumento a que «a riqueza da azulejaria dá um caráter excecional».
O alinhamento percorre obras de Antonio de Cabezón, Jacobus Arcadelt, Diego Ortiz, Santiago de Murcia, Giovanni Battista Vitali e Gaspar Sanz, autores da música europeia do Renascimento e do Barroco. Trata-se de uma viagem «às práticas musicais que ajudam a compreender alguns dos caminhos que, muito mais tarde, desembocariam no universo do flamenco».
Dirigida por Fahmi Alqhai, a Accademia del Piacere é apresentada pela organização como «um dos agrupamentos europeus de referência na música antiga» e foi distinguida com prémios como o Opus Klassik, o Choc de Classica e o Giraldillo da Bienal de Flamenco de Sevilha. Nascido em Sevilha em 1976, Alqhai é, segundo a mesma fonte, «uma das figuras de referência» da viola da gamba e dirige o Festival de Música Antigua de Sevilla.
Ao grupo junta-se Ana Morales, «insigne figura da dança flamenca contemporânea». Prémio Nacional de Dança de Espanha em 2022, a bailaora recebeu também o Giraldillo de Baile e três Prémios Lorca, e já atuou em palcos como o Sadler’s Wells, em Londres, e o Chaillot – Théâtre National de la Danse, em Paris.










