O triunfo do ciclista português interrompe uma sequência de cinco edições sem vitórias nacionais na prova.
A etapa decisiva, com 163,1 quilómetros entre Moura e Évora, terminou na Praça do Giraldo, onde o jovem belga Jens Verbrugghe, de 21 anos, voltou a destacar-se ao vencer ao sprint, repetindo o triunfo já alcançado na primeira etapa. O corredor da equipa de desenvolvimento da NSN cortou a meta em 3:38.10 horas, com o mesmo tempo do colombiano Santiago Mesa, enquanto o argentino Nicolás Tivani chegou a dois segundos.
Apesar do desfecho da etapa, foi Tiago Antunes quem confirmou a vitória final, ao manter a liderança da geral com uma margem de 46 segundos sobre os franceses Alexis Guerin e Ugo Fabries, ambos da equipa de desenvolvimento da UAE Emirates, que terminaram nas segunda e terceira posições, respetivamente.
A tirada foi animada desde o início, com sucessivas tentativas de fuga até à formação de um grupo de 19 corredores que conseguiu ganhar vantagem significativa sobre o pelotão. Entre os fugitivos, Nicolás Tivani surgia como a principal ameaça à liderança de Antunes, tendo mesmo assumido virtualmente o comando da classificação geral quando a diferença ultrapassou os 2.30 minutos.
Perante este cenário, a Efapel intensificou o ritmo no pelotão, assumindo a perseguição e reduzindo progressivamente a vantagem da fuga. O grupo dianteiro foi-se fragmentando até restarem 13 ciclistas na discussão da etapa, numa chegada técnica às ruas de Évora.
O suspense manteve-se até aos últimos quilómetros, com oscilações na diferença entre a fuga e o pelotão. Tiago Antunes cruzou a meta integrado no grupo principal, a nove segundos do vencedor da etapa, resultado suficiente para assegurar a camisola amarela – Crédito Agrícola e a vitória final na prova.
No final, o ciclista destacou o papel da equipa no sucesso alcançado: “Foi a etapa decisiva, sabíamos que ia ser um dia bastante rápido. A minha equipa esteve espetacular, sempre perto de mim. A força do coletivo fez a diferença, mostrámos que juntos somos mais fortes”.
A vitória de Antunes devolve o triunfo a Portugal na Volta ao Alentejo, algo que não acontecia desde 2019, quando João Rodrigues venceu a prova. Desde então, nenhuma equipa portuguesa tinha conseguido ganhar a competição, que não se realizou em 2020 devido à pandemia de covid-19.
O triunfo agora alcançado reforça o regresso dos ciclistas portugueses ao topo de uma das mais emblemáticas provas do calendário nacional.












