Primeiro candidato a apresentar-se a votos, Aldo Passarinho afirma que o seu propósito «resulta de um percurso institucional sólido e da convicção de que o instituto está preparado para afirmar um novo ciclo de desenvolvimento».
Segundo o antigo pró-presidente, é fundamental «reforçar o papel do IPBeja como instituição resolutiva, comprometida com a sustentabilidade, capaz de transformar conhecimento em impacto económico, social e cultural no Baixo Alentejo».
«O mandato será centrado numa governação transparente e orientada para resultados, com redução da burocracia e investimento nas pessoas, na ciência e na atratividade da instituição», acrescenta o professor do Departamento de Artes, Humanidades e Desporto.
Entre outras prioridades, Aldo Passarinho, doutorado em Artes e Educação pela Universidade de Barcelona, diz querer realizar uma auditoria financeira e jurídica ao instituto, divulgar um relatório com a situação atual da instituição e normalizar as relações organizativas internas.
Já Miguel Tavares explica que a sua candidatura resulta «de um forte sentido de responsabilidade institucional» e da necessidade de a instituição assumir «um papel ainda mais central como motor de desenvolvimento da região».
«Numa região com grandes desafios demográficos e económicos, a instituição tem uma responsabilidade acrescida na formação de pessoas, na criação de conhecimento e na ligação efetiva à comunidade e ao tecido empresarial e é esse papel que quero reforçar e aprofundar», afirma.
O docente do Departamento de Engenharia do IPBeja, doutorado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores pela Universidade Nova de Lisboa, destaca como medidas estruturantes da sua candidatura a «modernização da oferta formativa», a realização de projetos conjuntos com empresas e instituições do território e a «aposta na transformação digital».
«Estas prioridades convergem num objetivo maior, [ou seja], preparar e afirmar o IPBeja como universidade politécnica, com as pessoas no centro, reforçando a sua atratividade, relevância e impacto no território», justificou.
Finalmente, Ana Paula Ruiz, investigadora nas universidades Católica de Lisboa e do Algarve, diz avançar com a consciência de que «o IPBeja tem um potencial muito significativo que ainda não está totalmente concretizado».
«O que me move é precisamente contribuir para transformar esse potencial em resultados, através de uma abordagem estruturada, baseada em evidências e orientada para a execução», argumenta.
A candidata, que é também enfermeira, defende que o IPBeja «não precisa apenas de visão», mas sim «de execução» centrada «num sistema mais integrado, eficiente e orientado para a decisão baseada na evidência».
Entre as medidas propostas, destaca a reformulação do sistema interno de garantia da qualidade, a criação de um sistema digital de gestão académica e administrativa e o reforço da ligação ao tecido empresarial do território.
O novo presidente do IPBeja, atualmente liderado por Maria de Fátima Carvalho, que não se recandidata, será eleito pelos 21 membros do Conselho Geral.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Nuno Veiga/Lusa/Arquivo












