A Decsis vai, para já, “permanecer com atividade aberta para assegurar o funcionamento do Centro de Dados”, diz o administrador de insolvência, Bruno Costa Pereira, apontando o objetivo de “liquidar os ativos aos melhores preços para satisfazer os créditos”.
A maioria dos cerca de 200 trabalhadores já saiu da empresa.
Bruno Costa Pereira refere que a Decsis mantém apenas os trabalhadores do Centro de Dados localizado em Évora, o único negócio em pleno funcionamento, e que a maioria suspendeu ou rescindiu os contratos por justa causa, por salários em atraso.
A empresa foi declarada insolvente pelo Tribunal de Évora em 15 de setembro, após ter avançado com o pedido na justiça devido a problemas graves de tesouraria, provocados por conotação com a Operação Nexus, da Polícia Judiciária (PJ).
Isso mesmo foi reconhecido pela a administração da Decsis, segundo a qual a Operação Nexus teve “impacto imediato” na empresa, apesar de esta não ser visada na investigação. Trata-se de uma investigação a alegados crimes de corrupção e fraude na aquisição de sistemas informáticos por universidades e escolas públicas financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.











