O caso foi julgado pelo Tribunal Judicial da Comarca de Portalegre e envolve um coveiro de uma junta de freguesia, com o segundo ano de escolaridade e sem saber ler nem escrever, que recorreu ao uso do MB Way para executar o esquema.
De acordo com o jornal online “Observador”, o arguido contactava vendedores de artigos através da internet, manifestando interesse na compra e afirmando que apenas podia pagar através da aplicação.
Quando percebia que as vítimas não dominavam a ferramenta, convencia-as a aderir ao serviço e a fornecer o código gerado, conseguindo assim acesso às respetivas contas bancárias.
Segundo a mesma fonte, um dos casos envolveu um reformado da GNR que pretendia vender o carro com urgência. Após regressar a casa de um tratamento de hemodiálise, recebeu um telefonema do burlão, que o convenceu a utilizar o MB Way. Através desse processo, o arguido conseguiu transferir 2500 euros e efetuar ainda um levantamento adicional de 200 euros.
O “Observador” acrescenta que o método repetiu-se com outras vítimas, num esquema que foi evoluindo à medida que o suspeito ganhava experiência, passando a retirar quantias cada vez mais elevadas. A primeira burla ocorreu em janeiro de 2020, tendo então conseguido cerca de 1800 euros.
Segundo um relatório da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, o homem já tinha antecedentes criminais por furto e burla. O tribunal acabou por condená-lo a uma pena de cinco anos e meio de prisão, bem como ao pagamento de indemnizações às vítimas.
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: Arquivo/D.R.












