“O que se exige são respostas rápidas e que não se compadecem com linhas de crédito”, diz o presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, José Santos, lembrando que em Alcácer do Sal o mau tempo “afetou praticamente toda a restauração”, assim como “alguns alojamentos locais, inclusive um hotel, ainda que não estivesse a funcionar”.
“Mas há também relatos de danos em infraestruturas turísticas privadas noutros concelhos da nossa área de intervenção, nomeadamente Coruche, Salvaterra de Magos [ambos no distrito de Santarém]] e Gavião, e danos em infraestruturas públicas de apoio ao turismo em Mértola e em Odemira”, acrescenta.
O presidente da ERT diz que a instituição está, neste momento, “com o apoio dos municípios”, a fazer um levantamento do número de unidades turísticas e de estruturas de apoio afetadas pelo mau tempo, para depois quantificar o respetivo prejuízo total.
“Não estamos a falar de situações, do ponto de vista do volume, muito significativas, mas estamos a falar de situações que, para cada um dos empresários, são gravíssimas, porque significam a interrupção imediata da sua atividade económica e a dificuldade do pagamento de salários”, alerta.
Segundo José Santos, existe também o risco de estas infraestruturas “não estarem a funcionar” no curto prazo e poder “estar comprometida a retoma rápida do seu funcionamento”. Por isso, apela ao Governo “para que haja uma atenção muito específica e muito direcionada para estas situações”.
“As linhas de crédito abertas pelo Banco de Fomento são importantes, mas, para estes projetos e para esta tipologia de empresário, são necessárias medidas a fundo perdido, que apoiem a reconstrução destas infraestruturas turísticas”, defendeu.
A par disso, continuou, são necessários “apoios que menorizem o impacto que a interrupção do funcionamento das unidades vai ter na tesouraria” das respetivas empresas gestoras.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Lusa | Fotografia: D.R.












