A Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo adquiriu, por 2,5 milhões de euros, o espaço do antigo Colégio Diocesano de Santo António, situado na retaguarda do hospital e que pertencia à Diocese de Portalegre – Castelo Branco, para criar um campus dedicado à saúde, até 2029.
De acordo com o presidente do Conselho de Administração da ULS do Alto Alentejo, Miguel Lopes, o espaço onde está edificado o colégio tem cerca de 33 mil metros quadrados, o dobro da área atual do hospital.
“Com a aquisição do colégio à diocese está dado o primeiro passo para a expansão do atual parque onde está inserido o Hospital Dr. José Maria Grande que, como sabemos, já há alguns anos estava muito limitado naquilo que era a expansão dos serviços”, acrescenta.
Esta aquisição, irá permitir criar o Campus da Saúde de Portalegre, projeto que se “pretende inovador e pioneiro em todo o Alentejo”, sendo “primordialmente dedicado” a cuidados em regime de ambulatório.
“O objetivo é manter toda a estrutura de cuidados de agudos no atual edifício do hospital, que foi projetado para isso mesmo, mas transferir para o novo espaço, no futuro, os cuidados de ambulatório, hospitais de dia, de oncologia, hospitais de outras valências, consultas externas, exames de imagiologia, cardiologia, analíticos, telemedicina, fisioterapia, medicina física e reabilitação”, adianta Miguel Lopes.
A parte administrativa e logística, que funciona em armazéns dispersos pela cidade, também será deslocada para o novo espaço, bem como outros serviços igualmente espalhados por Portalegre, designadamente o centro de saúde e a unidade e laboratório de saúde pública.
“Isto vai permitir-nos libertar espaço no atual edifício do hospital e expandir serviços como a urgência, farmácia, serviços que precisam de melhores condições para atender os doentes”, diz ainda o presidente da ULS, segundo o qual o projeto, já concebido pelos serviços técnicos, vai contar com um investimento que ronda os 40 milhões de euros.
“Todo o projeto está concebido, tal como o próprio estudo de viabilidade”, frisou, indicando que o objetivo é que o mesmo “seja feito para a obtenção de financiamento e construção” num período de quatro anos: “A ambição é grande” e este conselho de administração tenciona que, “em 2029 todas estas etapas estejam concluídas”.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.











