“Leiria existe, mas só um bocadinho” é um espetáculo multidisciplinar que surge no seguimento do projeto “Leiria não Existe” da companhia Camisola Preta e consiste numa leitura encenada de contos do escritor surrealista Mário-Henrique Leiria, com música ao vivo.
“Perante a estranheza e a surpreendente lucidez que descobrimos na obra do escritor, o público é convidado a mergulhar no universo paralelo, bem próximo daquele em que habitamos, criado por Mário-Henrique Leiria”, explica o grupo na apresentação do espetáculo.
A direção artística é de João Figueira com a interpretação de João Clemente, João Figueira e Pedro Santos. O design e imagem foi de Rita Boavida e a produção de Ana Filipe e João Figueira. O preço do bilhete é de cinco euros (3,5 para sócios), com direito a um copo de vinho.
A Camisola Preta é uma companhia artística, multidisciplinar, nascida em 2023, no Fundão. Através de diversos artistas, de diferentes áreas, a companhia propõe a criação de espetáculos originais e multidisciplinares. Procura-se uma abordagem sem amarras ao palco e a interrogação dos papéis consagrados que cada disciplina artística tradicionalmente apresenta. Parte-se de uma abordagem colaborativa entre as diferentes artes que compõem a obra e tentam-se formar novos signos e interpretações através das dissonâncias entre cada intérprete ou linguagem base. O objetivo é claro: procurar uma linguagem mais abrangente e que penetre com mais eficácia em cada pessoa que vivencie os espetáculos.
A Era Uma Voz é uma associação cultural e recreativa sedeada na freguesia de Casa Branca, no concelho de Sousel, uma pequena aldeia com cerca de novecentos habitantes. A sua atividade dirige-se à comunidade em que se insere, promovendo e facilitando o acesso à arte e à cultura e envolvendo a comunidade nas suas atividades e projetos.
A sua missão é reduzir a assimetria da oferta cultural entre o litoral e o interior do País e contribuir para a dinamização da região, tendo sempre como objetivos a capacitação, o desenvolvimento e o bem-estar da comunidade local.
Mário-Henrique Leiria (1923-1980) foi um dos nomes mais singulares da literatura portuguesa do século XX, figura de culto do movimento surrealista lusitano e autor de uma obra multifacetada que inclui poesia, contos, ensaios e textos experimentais. Nos anos 70 do século passado, alcançou reconhecimento com os seus “Contos do Gin-Tonic” e “Novos Contos do Gin”, livros de histórias breves carregadas de humor negro e absurdo, que o consagraram como uma voz irreverente e original nas letras lusas.












