Universidade de Évora atribui Prémio Vergílio Ferreira ao escritor José Luís Peixoto

O escritor José Luís Peixoto foi distinguido com o Prémio Vergílio Ferreira 2026, atribuído pela Universidade de Évora ao conjunto da obra literária de um autor de língua portuguesa.

A escolha do júri recaiu, por unanimidade, sobre o autor natural de Galveias, no concelho de Ponte de Sor, internacionalmente reconhecido e traduzido em mais de 30 línguas.

Segundo a deliberação, a distinção é atribuída “pela força criativa da sua ficção, que parte da experiência vital no Alentejo e chega ao mundo inteiro, com uma escrita rica em densidade emocional que aborda temas como identidade, memória, ruralidade e diáspora”.

Criado pela Universidade de Évora em 1997, o Prémio Vergílio Ferreira distingue anualmente o conjunto da obra literária de um autor de língua portuguesa no domínio da narrativa e/ou do ensaio.

O júri aponta como “exemplos paradigmáticos da sua identidade de escritor” a sua primeira obra “Morreste-me”, publicada há um quarto de século e que marca o início do seu percurso, “Galveias” (2014), que se desenrola na sua terra natal, e, mais recentemente, “Almoço de Domingo” (2021) ou “A Montanha”, que chegou às livrarias em outubro de 2025”.

Amplamente premiado, José Luís Peixoto “é uma das vozes contemporâneas mais marcantes da literatura em língua portuguesa”, tendo sido distinguido com o Prémio Literário José Saramago, em 2001, pela obra
“Nenhum Olhar”, a que se seguiram, em 2007, o Prémio Cálamo Otra Mirada, reservado ao melhor romance estrangeiro publicado em Espanha, por “Cemitério de Pianos”.

Em 2012 o “Livro” conquistou o prémio Libro d’Europa, atribuído em Itália ao melhor romance europeu nesse ano. Já “Galveias” foi duplamente premiado: recebeu no Brasil o Prémio Oceanos para a melhor obra literária em língua portuguesa e no Japão, em 2019, o Prémio da Melhor Tradução de 2018. 

O júri da edição de 2026 do prémio é presidido por Antonio Sáez Delgado e integra Cristina Robalo Cordeiro (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), Giorgio de Marchis (Università Roma Tre), Carla Isabel Ferreira de Castro (representante do Departamento de Linguística e Literaturas da Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora) e o Crítico Literário Frederico Pedreira. 

A cerimónia de entrega do galardão está agendada para dia 2 de março, data próxima do aniversário da morte de Vergílio Ferreira, patrono do prémio e autor de “Aparição”, romance cuja ação é centrada em Évora.

O Prémio Vergílio Ferreira foi atribuído, pela primeira vez, a Maria Velho da Costa, já tendo sido atribuídos a escritores como Eduardo Lourenço, Manuel Gusmão, Fernando Guimarães, Vasco Graça Moura, Mário Cláudio, Mário de Carvalho, entre outros.

Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.

Uma resposta

  1. O escritor José Luís Peixoto, reconhecido pelas suas belíssimas Obras, no seu País, Portugal, e em muitos outros Países de diferentes Continentes. É um prazer ler ,José Luís Peixoto.
    Morreste-me é uma Obra de uma sensibilidade incrível! Mexe com o íntimo de cada leitor!
    “Pois continuam a serem cinco à mesa”!
    Parabéns pelo Mérito de uma escrita tão nobre!

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