Universidade de Évora junta-se à rede euro-mediterrânica pela ação climática

A Universidade de Évora (UÉ) tornou-se uma das primeiras universidades da Europa, e a única em Portugal, a subscrever o Manifesto de Girona para a Ação Climática, uma iniciativa coordenada pela Union for the Mediterranean (UfM) e pela UNIMED – Mediterranean Universities Union.

O manifesto será oficialmente lançado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP30), que decorre em Belém, no Brasil, até ao próximo dia 21 de novembro .

Em comunicado, a UÉ sublinha que esta adesão “reforça o compromisso da Universidade de Évora com a sustentabilidade e com o papel fundamental das instituições de ensino superior na resposta à emergência climática que afeta de forma particularmente intensa a região do Mediterrâneo, atualmente a aquecer 20% mais rapidamente do que a média global.”

Para a reitora da Universidade de Évora, Hermínia Vilar, esta adesão “expressa o reconhecimento de que as universidades têm um papel decisivo na transformação sustentável da sociedade, tanto pela investigação que produzem como pela formação das novas gerações de cidadãos e profissionais.”

O Manifesto de Girona surge no âmbito da iniciativa Euromed University Initiative for Climate Action, que apela às universidades da região euro-mediterrânica a assumirem uma liderança ativa e cooperativa face aos desafios climáticos e ambientais.

O documento define vários eixos de ação, entre os quais o reforço da cooperação regional na educação climática, a inclusão dos estudantes na governação e ação climática, o apoio à inovação e à criação de “smart hubs” universitários e o envolvimento da sociedade civil e do setor empresarial numa resposta conjunta às alterações climáticas.

Já a vice-reitora para a Investigação, Inovação e Internacionalização, Maria João Costa, destaca que “a ciência mostra de forma inequívoca que o Mediterrâneo é um dos principais hotspots climáticos do planeta, enfrentando aumentos de temperatura superiores à média global, maior frequência de secas extremas, perda de biodiversidade e crescente escassez de água”.

“É por isso essencial que as universidades da região cooperem, partilhem conhecimento e desenvolvam soluções inovadoras que mitiguem estes impactos e promovam a adaptação das comunidades”, conclui.

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