«As maiores objeções já estão a ser tratadas e, portanto, acho que temos condições para apresentar uma proposta ganhadora, da próxima vez», diz Hermínia Vasconcelos Vilar, considerando que algumas objeções foram levantadas «sem razão», e reiterando que, em relação àquelas que a academia julga que «há ainda que corrigir» aspetos, esse procedimento já está em curso.
Conforme noticiado pela Alentejo Ilustrado, a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) chumbou a nova proposta para a criação de um curso de Mestrado Integrado em Medicina na academia alentejana, por considerar que não cumpre «plenamente critérios essenciais».
Perante esta decisão, a UE apresentou recurso, pedindo a revogação, total ou parcial, da deliberação, mas o Conselho de Revisão da A3ES, numa decisão tomada esta segunda-feira, negou provimento ao recurso.
«Recorremos porque achámos que tínhamos já resolvido algumas das objeções» apresentadas pela A3ES, diz Hermínia Vasconcelos Vilar, assumindo que estes processos são sempre «particularmente exigentes» e sublinhando que não ficou surpreendida com este segundo chumbo, já que eram conhecidas «algumas reservas» da A3ES sobre o processo.
«Agora, sabemos o que há a corrigir e penso que temos todas as condições para apresentar uma nova proposta que seja ganhadora e reúna as condições que são exigidas pela A3ES», acrescenta.
Questionada sobre a falta de infraestruturas essenciais ao curso apontada na decisão da agência, a reitora reconhece que «seria importante» a conclusão das obras do novo Hospital Central do Alentejo, em Évora, mas «não é imprescindível».
«Temos as Unidades Locais de Saúde (ULS), que às vezes ignoram, mas as ULS são importantes e estão connosco, mas, obviamente, a abertura do hospital também será importante para este processo», acrescentou.
Este é o segundo chumbo, já que, há pouco mais de um ano, uma primeira proposta para abrir este curso na UÉ tinha sido igualmente reprovada, tendo então a academia revelado a intenção de reformular e submeter novo projeto, o que agora teve desfecho idêntico.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.










