Urgências do Hospital de Évora com tempos de espera próximos das 12 horas

As urgências do Hospital do Espírito Santo de Évora registaram, esta manhã, tempos de espera próximos das 12 horas para a primeira observação médica, num cenário de forte pressão assistencial que contrasta com a realidade de outras unidades hospitalares do Alentejo.

De acordo com dados do Serviço Nacional de Saúde (SNS) consultados na manhã deste sábado pela Alentejo Ilustrado, o tempo médio de espera para a primeira observação no hospital eborense era de 11h57m. Entre os doentes classificados como urgentes, identificados com pulseira amarela, o tempo médio ascendia a 10h39m, muito acima do recomendado pelo sistema de triagem.

Pouco antes das 11h00 de hoje, encontravam-se mais de 30 utentes à espera de serem observados pela primeira vez nas urgências do Hospital do Espírito Santo de Évora.

Fonte hospitalar avançou à Alentejo Ilustrado que a situação poderá “piorar ainda mais, com o tempo médio de espera a agravar-se”, uma vez que “são muitos” os doentes que aguardam por atendimento.

A situação vivida em Évora contrasta com a verificada noutras unidades hospitalares da região. No Hospital de Beja, o tempo médio de espera era de 11 minutos, enquanto no Hospital do Litoral Alentejano se fixava nos 19 minutos. No Hospital de Portalegre, a espera média era de 53 minutos.

Segundo o sistema de triagem em vigor no SNS, os casos classificados como muito urgentes, sinalizados com pulseira laranja, devem ser atendidos até 10 minutos após a triagem. As situações urgentes, com pulseira amarela, têm um tempo recomendado de atendimento até 60 minutos, enquanto os casos pouco urgentes, identificados com pulseira verde, devem ser observados no prazo máximo de 120 minutos.

Perante a pressão sentida em vários serviços de urgência, as autoridades de saúde apelam à população para que, antes de se deslocar a um hospital, contacte a Linha SNS24, através do número 808 24 24 24, de forma a receber orientação adequada e encaminhamento para a resposta de saúde mais apropriada.

Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: Arquivo/D.R.

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