Utentes de Grândola querem serviço de 24 horas no centro de saúde

Centro de Saúde de Grândola está com o horário noturno reduzido desde o início do mês, causando críticas por parte da população, que considera haver resposta insuficiente para resolver a situação.

A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Grândola exigiu esta segunda-feira a reabertura do serviço de 24 horas diárias do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do centro de saúde. A exigência volta agora a ganhar força depois de, no início deste mês, o Serviço de Atendimento Complementar (SAC) do Centro de Saúde de Grândola ter deixado de funcionar no horário das 20h00 às 22h00, de segunda a sexta-feira, devido à falta de médicos.

A comissão de utentes considerou ainda insuficiente a resposta atual e alertou que muitos moradores do concelho acabam por recorrer ao Serviço de Urgência do Hospital do Litoral Alentejano (HLA), no vizinho concelho de Santiago do Cacém, também no distrito de Setúbal.  «Algumas localidades de Grândola» estão «a uma distância de mais de 40 quilómetros» do HLA, argumentou a comissão, que alertou ainda o facto de que quando não há «respostas ou especialidades suficientes» na unidade hospitalar, os utentes «são obrigados a deslocarem-se» para os hospitais de Setúbal, Barreiro ou Lisboa, percorrendo distâncias entre 60 e 100 quilómetros.

Segundo o porta-voz da comissão de utentes, José Jesus, esta redução do horário noturno «é uma preocupação para a população». Por essa razão, a comissão de utentes vai promover, na quarta-feira, uma concentração para transmitir ao Governo e ao Ministério da Saúde que é «contra esta situação» e exigir a colocação de médicos neste território. José Jesus afirma também que «o que a população tem reivindicado é o funcionamento das urgências 24 horas» e a regularização «dos postos médicos» de Canal Caveira e Melides, «que também têm dificuldades».

A comissão de utentes indicou ainda, no comunicado, que a Extensão de Saúde de Melides passou a funcionar apenas um dia por semana e o Posto Médico de Canal Caveira foi encerrado, obrigando os utentes a deslocarem-se à sede de concelho. Entre as preocupações apontadas está também a situação das grávidas residentes no concelho, as quais, devido à inexistência de maternidade no HLA, têm de se deslocar para hospitais da Península de Setúbal ou para Beja.

Está agendada uma concentração de protesto para a próxima quarta-feira, às 18h30, junto às instalações do Centro de Saúde de Grândola.

Texto: Alentejo Ilustrado c/Lusa
Fotografia: Website da ULS do Alentejo Litoral

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