Variante nascente à cidade de Évora abre ao trânsito esta quarta-feira

A variante nascente de Évora está concluída e abre à circulação esta quarta-feira, 2 de setembro, concretizando uma obra há muito aguardada e que permite criar uma alternativa ao atravessamento da cidade pelo tráfego do IP2, incluindo veículos pesados. A informação foi avançada pela Infraestruturas de Portugal (IP).

Promovida pela IP e financiada através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a empreitada representa um investimento de 54,9 milhões de euros e corresponde ao maior investimento executado pela empresa no âmbito da componente rodoviária do PRR.

A nova ligação tem cerca de 12,8 quilómetros, desenvolve-se em perfil de duas vias em cada sentido entre o nó de Évora Nascente da A6/IP7 e a ligação ao atual IP2, na zona de São Manços, e inclui os nós de vale de Figueiras e da Fonte Boa do Degebe, além da ligação à EN18.

Ao longo do traçado foram construídas 13 obras de arte, entre as quais oito passagens superiores — duas sobre linhas ferroviárias —, uma passagem agrícola e dois viadutos.

A variante pretende retirar da malha urbana de Évora uma parte significativa do tráfego de atravessamento, melhorando a segurança e a fluidez da circulação, reduzindo tempos de percurso e facilitando o acesso às áreas industriais e aos principais eixos rodoviários.

Segundo a IP, a obra recupera um projeto cuja construção esteve suspensa durante cerca de 13 anos e que foi retomado em novembro de 2024. A intervenção integra o investimento do PRR destinado às chamadas «ligações em falta» da rede rodoviária nacional, orientado para o reforço da coesão territorial, da competitividade económica e das acessibilidades.

A empresa acrescenta que já entraram em serviço, ontem, 31 de agosto, mais três troços alentejanos no IP8, representando uma alteração significativa nas ligações entre o litoral, Ferreira do Alentejo e Beja.

Entre Santa Margarida do Sado e Ferreira do Alentejo foram intervencionados cerca de 22 quilómetros do IP8/EN259, num investimento de 30,9 milhões de euros, que incluiu a construção da variante de Figueira dos Cavaleiros, permitindo desviar o tráfego de atravessamento daquela localidade.

Entre Ferreira do Alentejo e Beja, a empreitada, adjudicada por 33,6 milhões de euros, contemplou a beneficiação estrutural da EN121 e a construção da variante a Beringel, esta última com duas vias em cada sentido. A Infraestruturas de Portugal aponta entre os principais benefícios destas intervenções a redução dos tempos de percurso e da sinistralidade, a melhoria da fluidez do tráfego e o aumento da competitividade do tecido produtivo regional.

Também ontem entrou em serviço o troço do IP8 entre Relvas Verdes e Roncão, no concelho de Santiago do Cacém, uma intervenção de 44,9 milhões de euros que abrange cerca de 15 quilómetros e duplicou o traçado existente para um perfil de duas faixas de rodagem, com duas vias em cada sentido.

De acordo com a IP, o investimento procura melhorar a fluidez e a segurança rodoviária, reduzir o congestionamento e contribuir para o «aumento da eficiência e competitividade do Porto de Sines», reforçando um dos principais corredores de transporte de mercadorias do país.

7 Responses

  1. Conclusão da variante de Évora com ligação ao IP2 na zona de S Manços uma mentira descarada quantos km falta concluir do IP2 desde essa obra de arte (rotunda) até á saída para Reguengos ?

  2. Ainda não fui para essa zona.Deste modo conseguem reduzir os acidentes. Se não forem melhoradas as estradas os acidentes continuam. Se se aumenta o numero de automóveis a circular, têm que se investir nas estradas. Este é um dinheiro bem gasto. Não se pode só fazer casas e não se fsxer acessos.

  3. Os acidentes aumentaram porque entraram 2 ou 3 milhões de emigrantes em Portugal em 5 anos , existem muitos mais carros e motas ninguém sabe quantas pessoas estão a viver em Portugal, sabem dos emigrantes legais mas não sabem quantos ilegais existem, quem anda nas estradas como eu em todo o pais nota se bem o trânsito …

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