A administração da Vasp informou hoje que está a avaliar a necessidade de fazer ajustamentos na distribuição diária de jornais nos distritos de Beja, Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu, Vila Real e Bragança.
Em comunicado, a empresa – que distribui a Alentejo Ilustrado – refere que “atravessa, neste momento, uma situação financeira particularmente exigente, resultante da continuada quebra das vendas de imprensa e do aumento significativo dos custos operacionais, que colocam sob forte pressão a sustentabilidade da atual cobertura de distribuição de imprensa diária”.
Esta conjuntura “tem impacto direto na viabilidade da distribuição diária de imprensa em pontos de venda, sobretudo nas regiões do interior do país, obrigando a empresa a reavaliar o seu modelo operativo e logístico”, adianta a Vasp – Distribuição e Logística.
A empresa “reafirma de forma inequívoca o seu compromisso com o acesso universal à informação, entendendo-o como um pilar essencial da coesão territorial, da igualdade de oportunidades e do exercício pleno da cidadania democrática”, adiantando que “a restrição desse acesso penaliza de forma injusta as populações de territórios de baixa densidade e aprofunda as assimetrias regionais”.
Apesar deste compromisso, “e mantendo total respeito pelos acordos assumidos com editores e pontos de venda, a empresa vê-se obrigada a estudar uma revisão da atual configuração de algumas rotas de distribuição, de forma a salvaguardar a continuidade global da operação e evitar um cenário de insustentabilidade financeira que colocaria em risco a totalidade da atividade da distribuição de imprensa em Portugal”.
Face a isto, “e na ausência de soluções que assegurem a manutenção integral do serviço nos atuais moldes, a Vasp informa que se encontra a avaliar a necessidade de proceder a ajustamentos em determinadas rotas, nomeadamente nos seguintes distritos: Beja, Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu, Vila Real e Bragança”.
A Vasp sublinha que “nenhuma decisão definitiva foi ainda tomada, estando esta avaliação em curso com o objetivo de encontrar alternativas que minimizem o impacto sobre editores, pontos de venda e populações” e manifesta “total disponibilidade para continuar o diálogo construtivo com editores, entidades públicas e demais parceiros institucionais” para encontrar soluções que “permitam preservar o acesso à imprensa à população portuguesa e evitar um cenário sem precedentes em democracia”.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lus | Fotografia: D.R.












2 Responses
Se nao houver reacção das populaçoes a VASP, que beneficiou durante décadas largamente de apoios e proximidade com o poder politico, passará ao facto consumado.
Creio que este “anuncio” visa pressionar a atribuicao de apoios publicos e é de facto uma ameaça ao direito à informação plural e diversificada das populacoes do interior, porque nao hesitará a cortar a distribuição.
Isto é mais uma machadada no acesso à informação escritra, ainda aquela que vai dizendo alguma verdade e ajudando a criar sentido critico. É estrategia e nao só economia.