Vem aí uma conferência internacional sobre o cante na diáspora

A Charneca da Caparica, no concelho de Almada, recebe nos dias 27, 28 e 29 de novembro de 2026 a Conferência Internacional do Cante Alentejano realizada na diáspora, promovida pelo Centro de Estudos Documentais do Alentejo-Memória Colectiva e Cidadania (CEDA).

O evento assinala os 12 anos da inscrição do Cante como Património Cultural Imaterial da Humanidade nas listas da Unesco, ocorrida a 27 de novembro de 2014.

«Face à necessidade veiculada em colóquios e mesas-redondas realizadas nos últimos anos, em que diversos protagonistas expressaram esta necessidade de se analisar os caminhos percorridos desde então, as novas realidades e a necessária reflexão estruturada de debater a salvaguarda e o futuro do cante», diz Eduardo M. Raposo, presidente do CEDA.

O programa inclui um fórum alargado de reflexão e debate no auditório da Junta de Freguesia de Charneca de Caparica e Sobreda, com a participação de grupos corais, investigadores, agentes culturais, autarcas e outros protagonistas do cante, da diáspora e do Alentejo.

«Um fórum de participação democrática pode ser da maior importância para o futuro do cante, como foi o 1.º Congresso do Cante, realizado em 1997, em Beja», acrescenta o responsável.

Serão ainda convidadas entidades regionais, nacionais e internacionais ligadas ao cante, bem como personalidades académicas de reconhecido mérito, a constituir uma comissão científica.

A realização da conferência em Almada não é casual. Segundo Eduardo M. Raposo, o concelho conta com uma comunidade de «mais de 50 mil descendentes e naturais do Alentejo, ligeiramente superior à população da cidade de Évora», tendo sido também palco das comemorações do 1.º aniversário da inscrição do cante na Unesco, e mantido desde então um projeto estruturado de ensino do Cante em sala de aula.

A conferência é ainda promovida pela Associação Grupo Coral e Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó e pela Junta das Freguesias de Charneca de Caparica e Sobreda, em parceria com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e do Ribatejo.

2 Responses

  1. Sou uma cantadeira de Cante Alentejano tenho corrido muitas partes do Alentejo e em Almada acho que o Cante elevado a Património Imaterial da Humanidade tem sido uma Glória para todos que tanto trabalharam para isso e uma honra Cantar o Alentejo vamos continuar

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