O projeto prevê a criação de um marketplace, descrito pela autarquia como um «centro comercial virtual», que reúne as lojas inseridas na área geográfica do bairro, permitindo a aquisição de produtos e serviços online a partir de qualquer localização.
Segundo fonte da autarquia, esta solução permite aos munícipes e visitantes acederem à oferta comercial local «a partir de qualquer ponto do mundo».
De acordo com o presidente da Câmara de Vendas Novas, Ricardo Videira, o projeto integra «um conjunto de ferramentas digitais e tecnológicas que permitem aproximar o nosso comércio tradicional da população», com o objetivo de reforçar a identidade local. «Queremos que comprem cá, comprem o que é nosso, junto da nossa casa, com a nossa identidade e com a nossa alma», afirma.
Paralelamente, foram implementadas várias soluções tecnológicas no espaço público, incluindo cacifos para recolha de encomendas, mupis digitais interativos, rede Wi-Fi gratuita e um sistema inteligente de gestão de estacionamento, que permite conhecer, em tempo real, a disponibilidade de lugares no centro da cidade.
O projeto Bairro Comercial Digital de Vendas Novas é promovido por um consórcio constituído pelo Município de Vendas Novas, pela Associação de Desenvolvimento Regional do Alentejo (ADRAL) e pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (Ahresp), prevendo a implementação de medidas no domínio da transição digital, a par de intervenções de reabilitação urbanística.
De acordo com fonte da Direção-Geral das Atividades Económicas, o projeto prevê um investimento elegível superior a 783 mil euros «com o objetivo de dinamizar e modernizar cerca de 153 estabelecimentos de comércio, serviços e restauração no centro histórico do concelho», estando incluída a «implementação de várias medidas no domínio da transição digital, bem como a implementação de soluções visando a reabilitação urbanística do bairro».
Financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência, os bairros comerciais digitais «têm como objetivo catalisar o crescimento económico, procurando promover a reabilitação dos bairros selecionados, em coerência com as estratégias digitais definidas para os mesmos, incluindo a digitalização dos operadores económicos e dos seus modelos de negócio, bem como recuperar o sentido do planeamento urbano-comercial, através de uma gestão integrada entre municípios, associações empresariais, comerciantes e população local».
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.












