Segundo o Ministério Público, o arguido está indiciado pela prática de seis crimes de violência doméstica agravada contra a companheira, de 27 anos, os dois filhos em comum, com três anos e 18 meses, e ainda três irmãos da vítima mulher, com 17, 15 e 12 anos.
As seis vítimas, tal como arguido, são de nacionalidade estrangeira.
«Encontra-se fortemente indiciado que, desde o início do relacionamento amoroso, em abril de 2018, até à data da sua detenção, o arguido manteve, de modo reiterado e com enorme intensidade, maus-tratos psicológicos e físicos à mulher, praticando-os na presença dos filhos menores que têm em comum», refere o MP.
Segundo a mesma fonte, «está ainda fortemente indiciado» que o homem «maltrata física e psicologicamente os três irmãos da companheira, jovens que integravam o agregado familiar, inclusive demonstrando forte incompreensão e indiferença às incapacidades de uma das vítimas, chegando mesmo a agredi-la por causa de comportamentos associados à sua especial e particular vulnerabilidade».
Após ter tido conhecimento dos factos, já no decurso do mês de julho, o Ministério Público determinou a reabertura de um inquérito anterior, de 2022, e que se encontrava arquivado por falta de prova.
«Realizado o interrogatório e verificados os perigos de perturbação do inquérito e de continuação da atividade criminosa, o Ministério Público promoveu a aplicação da medida de coação de prisão preventiva, a qual obteve concordância judicial», conclui o MP.
As investigações prosseguem sob a direção do Ministério Público (2.ª Secção Especializada do DIAP de Évora), com a coadjuvação da GNR.










