Promovida pela Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril, em parceria com a Câmara de Viana do Alentejo, a inauguração contou com a participação de Aurora Rodrigues, magistrada jubilada do Ministério Público e ex-presa política, convidando o público a revisitar o período compreendido entre 1974 e 1976.
«Foi um período onde se discutiram modelos de sociedade, redefiniram relações económicas e sociais, descolonizou o império e repensou o lugar de Portugal no mundo», refere fonte municipal, acrescentando que a exposição destaca «momentos decisivos para o nascimento e afirmação da democracia que moldaram o regime», como o pluralismo partidário, as eleições para a Assembleia Constituinte em 1975, a aprovação da Constituição de 1976 e a realização das primeiras eleições autárquicas.
A mostra é concebida como um percurso histórico e pedagógico sobre o processo que conduz ao fim da ditadura e à construção do regime democrático, procurando aproximar o público dos acontecimentos, protagonistas e transformações políticas iniciadas em 1974.
O conteúdo expositivo estrutura-se em torno de uma narrativa cronológica, começando pelo contexto do Estado Novo e pelas várias formas de oposição ao regime, incluindo movimentos cívicos, estudantis e militares, evidenciando as tensões sociais e políticas que antecedem a revolução.
Um dos núcleos centrais é dedicado ao dia 25 de Abril de 1974, com documentação histórica, imagens, testemunhos e registos audiovisuais que destacam os momentos-chave da operação militar e a mobilização popular nas ruas, sublinhando o carácter relativamente pacífico do processo.
A exposição aborda também o período revolucionário que se segue, marcado por profundas mudanças políticas, económicas e sociais, explorando temas como a institucionalização da democracia, a aprovação da Constituição de 1976 e os debates ideológicos que marcam a transição.
Por fim, a mostra integra uma dimensão educativa e cívica, destacando os valores de liberdade, participação e justiça social associados ao 25 de Abril, com o objetivo de reforçar a memória coletiva e estimular o envolvimento das novas gerações na reflexão sobre a democracia.
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: Município de Viana/D.R.












